ESPECIALIZAÇÃO
EM METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR
ZENIVALDO CIRCUNCISÃO MONTES
A
ATUAÇÃO DO ESPECIALISTA EM METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR FRENTE A NECESSIDADE
DE UMA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE QUALIDADE
Salvador /
Bahia
2016
ZENIVALDO
CIRCUNCISÃO MONTESA
ATUAÇÃO DO ESPECIALISTA EM METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR FRENTE A NECESSIDADE
DE UMA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE QUALIDADE
Artigo
que será apresentado ao Curso de Pós-graduação da PADMA, Metodologia do Ensino
Superior, como requisito parcial de avaliação do TCC, sob a orientação da
Profº. Joelho Barros.
Orientador
Joelho
Oliveira Barros
SALVADOR-BA
2016
ZENIVALDO
CIRCUNCISÃO MONTES
O
QUE O ESPECIALISTA EM METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR DEVE FAZER PARA QUE O
DISCENTE DE NÍVEL SUPERIOR TENHA UMA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE QUALIDADE?
Orientador
Joelho
Oliveira Barros
SALVADOR-BA
2016
RESUMO
O
presente artigo tratará do Papel do Especialista em Metodologia do Ensino
Superior Frente a Necessidade de uma Formação Profissional Universitária de
Qualidade em uma análise epistemológica e da práxis docente superior. Partindo
do entendimento de que o Especialista é protagonista no processo de ensino aprendizagem
tendo que responder a inquietação: o que deve fazer o especialista em
metodologia do ensino superior frente a necessidade de uma formação
profissional universitária de qualidade? Considerando que o especialista deve
se aparamentar e se instrumentalizar com técnicas e conhecimentos que promovam
a melhoria da qualificação profissional dos discentes e posteriormente deve
aplicar esses saberes com tecnologia e inovação na sua rotina pedagógica. Pretende:
Adquirir conhecimentos verdadeiros, socializa-los, instrumentalizar e Aparelhar
os discentes universitários com técnicas de intervenções significativas. Tendo
como justificativa principal apresentar possíveis soluções para a deficiência da formação
profissional universitária. Para
tanto pretende-se empreender uma pesquisa bibliográfica qualitativa
exploratória analisando as obras (Manifesto dos pioneiros da Educação Nova 1932
e Educadores 1959, Inteligência Multifocal, Formação Docente e Profissional e
Epistemologia da Inteligência) e para efeitos didáticos se dividirá o artigo em como se pensava e como
se pensa a educação no Brasil, as consequências disso e o oferecimento de uma
epistemologia inovadora.
PALAVRAS CHAVES: Inteligência, aparamentar,
instrumentalizar, protagonista, epistemologia e práxis.
O papel do
especialista
O
presente artigo tratará do Papel do Especialista em Metodologia do Ensino
Superior Frente a Necessidade de uma Formação Profissional Universitária de
Qualidade em uma analise epistemológica e da práxis docente superior. Partindo
do entendimento de que o Especialista é protagonista no processo de ensino
aprendizagem quando se trata de eficiência e eficácia para o discente do nível
superior.
Considerando a seguinte inquietação: o que
deve fazer o especialista em metodologia do ensino superior frente a
necessidade de uma formação profissional universitária de qualidade? O especialista deve se aparamentar e
instrumentalizar com técnicas e conhecimentos que promovam a melhoria da
qualificação profissional dos discentes e posteriormente deve aplicar esses
saberes com tecnologia e inovação na sua rotina pedagógica.
Com
isso se pretende: Adquirir conhecimentos verdadeiros e útil, de qualidade para
ser aplicado durante a práxis em sala de aula de nível superior. E ainda: Socializar
os conhecimentos verdadeiro e útil com os discente universitários na pratica
educacional no ambiente de ensino. Como também: Instrumentalizar e Aparelhar os
discentes universitários com técnicas de intervenções significativas que
proporcionem uma atuação diferenciada na área em que cada um estar destinado.
Essa obra se justifica por apresentar possíveis soluções para o problema
da formação profissional universitária de qualidade, essa pesquisa se justifica
também por poder instrumentalizar aparelhar o discente de nível superior com
métodos, técnicas e conhecimentos que permitam uma melhor atuação na sua área
profissional. Como também pela função social do universitário, que é a produção
cientifica original.
Para tanto pretende-se empreender uma pesquisa
bibliográfica qualitativa exploratória analisando as obras (Manifesto dos
pioneiros da Educação Nova 1932 e Educadores 1959, Inteligência Multifocal,
Formação Docente e Profissional e Epistemologia da Inteligência) que oferecem
elementos ligados ao tema proposto procurando assim melhor entende-lo. Salienta-se
que as obras escolhidas não debatem sobre um mesmo assunto, mas, que elas têm
sua contribuição a dar na busca pela elucidação do problema apresentado,
salienta-se também que a desenvoltura para se dissertar sobre esse tema ligado
a educação não é único e exclusivo desse momento, mas, de estudos de quase três
décadas, realizado pelo autor.
Uma vez de posse dessas obras se realizará uma
primeira leitura tentando identificar as falas, pensamentos e ideias dos
autores que contemplem os fundamentos, princípios, leis, conceitos e toda
constituição epistemológica que serão parte do corpo teórico desse artigo;
descartando as irrelevâncias. Logo após segue-se para um aprofundamento na
leitura seguido de grifos, destaques e anotações do que é indispensável. Faz-se
uma transcrição dos cortes extraídos das literaturas utilizadas, arruma-se e
relaciona-se os fatos, e ideias apresentados pelos autores que se debruçaram
sobre o problema, se faz um pequeno rascunho que evidencia causas e
consequências do problema, ou seja seus aspectos essenciais, para uma
elaboração futura de solução.
De certo que com base nessas
preliminares se adotará uma ação metodológico segundo TRIVINOS 1987: Para realizar a análise
dos dados
levantados na pesquisa bibliográfica, fez-se uso
também, da técnica de análise de conteúdo, que se caracteriza como:
Um conjunto de técnicas de análises de comunicações, visando, por
procedimentos sistemáticos
e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores quantitativos
ou não, que permitam a
interferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) das mensagens (BARDIN, 1987 apud TRIVIÑOS, 1987, p. 160).
Segundo Triviños (1987, p. 161) as três etapas básicas no trabalho
com
analise
de conteúdo, são elas:
1. Pré-analise - é a fase onde organizamos e fazemos a leitura (flutuante) do material
que foi objeto de estudo, para constituir o corpus da investigação (os livros pesquisados), que é a especificidade do campo no qual fixamos a
nossa atenção;
2. Descrição analítica – se inicia já na pré-análise,
mas
nessa etapa, as literaturas utilizadas, que tratam das
ideias de concepções pedagógicas no processo educacional, corpus de investigação
foram submetidos a um estudo mais aprofundado, orientado em princípio pelo referencial teórico. Nessa fase foram construídos corpos de referências com os dados retirados
das
obras analisadas, a
partir do
processo de categorização.
3. Interpretação
referencial – nesta fase apoiado em nosso referencial teórico, bem como nos corpos de referências construídos na fase de descrição analítica nos aprofundando na nossa
análise ao
conteúdo latente das bibliografias que tratam da Educação e de como ela interferiu e interfere
na formação profissional universitária de qualidade e baseado nessa
interpretação direciona-se a atuação do Especialista em Metodologia do Ensino Superior para
proporcionar uma formação profissional de qualidade através de suas
intervenções em sala de aula.
E para melhor explanação e compreensão do assunto escolhido
neste artigo se apresentará os seguintes
tópicos: como se pensava a Educação no Brasil, como se pensa a Educação
no Brasil, as consequências das ideologias educacionais ao mesmo tempo, que se
apresenta uma alternativa que garante uma formação profissional universitária
de qualidade. Onde se tratará de algumas questões direta ou indiretamente que
são fundamentais nesse assunto. A saber: Ideologias no nível superior, Função
social, Identidade e Posicionamento do Especialista, Atuações profissionais na
sociedade, Epistemologia e práxis docente no nível superior.
Como
se pensava a educação no Brasil é uma boa indagação para se começar este
aprofundamento, se alguém perguntar qual a situação atual da educação no Brasil
em qualquer nível certamente não faltará duras críticas e o volume de queixas
apontados será grande, aliás, não são poucos as literaturas cientificas que
apontam as mazelas educacionais e os possíveis motivos que a levaram a esse
caos. Aqui se considerou que: a desventura do ensino e principalmente nas
universidade se deve ao fato de como se idealiza a educação e principalmente
como cogitam os profissionais docentes sobre a educação, que fomentam seus
conhecimentos refletindo nas suas práxis. E para entender melhor a problemática
verifica-se como os antigos pensavam a educação no Brasil. O Manifesto dos pioneiros da Educação Nova de
1932 e os Educadores de 1959 é uma excelente fonte quando se pensa em boas
referências educacionais. Veja:
E o que é o mais grave – além de não cuidarmos da
solução de problemas fundamentais antes que viessem se agravar sob a pressão de
causas exteriores, deixamos de criar e organizar o nosso aparelho de cultura,
para habilitar as novas gerações a enfrenta-los e a resolve-los, numa época em
que se acentua por toda a parte a intervenção da ciência na direção dos
negócios públicos entregue até em tão aos instintos dos povos e ao caprichos
dos governantes. P. 17.
Após
avaliar o contexto históricos social brasileiro em que estava inserida a
educação dessa época os protagonista do ensino começaram a expressar a sua
percepção sobre toda a problemática educacional com a maior clareza e lucidez
além de tomarem a responsabilidade para si, pelo que todo seu discurso teórico
educacional se baseia na realidade objetiva.
A conclusão que chegaram com relação a civilização
da época eram desanimadora entendendo que a educação ou a escola era
fundamental para socorrer a sociedade, mas, que essa primeiro deveria se
refazer pois estava caótica.
O período
em que a nossa evolução adquiriu um ritmo mais acelerado em que portanto,
começaram a define-se e agravar-se nosso problemas em toda a sua variedade e
complexidade, conhecidia assim com a fase mais aguda da crise dramática que
atravessa a civilização. P. 16.
Os
verdadeiros pedagogos educacionais, como se intitulavam, começavam agora a
apontarem com detalhes tanto os problemas sociais da época como os da própria
educação brasileira:
... Mas
raramente as atividades literária se trocaram pelos labores científicos. O
critério da objetividade tomou lugar ao prestigio da eloquência e a superficialidade
brilhante se retraiu diante da força tranquila ou vagarosa do pensamento... E continuam; a incoerência a superficialidade
e a flutuação em que se manifesta a indisciplina mental, constituem entre nós
os traços característicos da literatura cientifica especialmente a política
social, em que contam raros e sem repercussão de obras substancias como a de
Alberto Torres e Oliveira Viana, nutrida de ideias e fatos enriquecidas de
observações diretas retemperadas nas correntes dos pensamentos modernos. P. 18.
Esse dialogo merece destaque, por aqui se
entender que identificar os problemas com precisão é determinante para
resolvê-los. Mas é melhor deixar que os pioneiros da educação brasileira de
1932-1959 continuem falando:
Os
debates parlamentares e as lutas políticas que se travam em torno de poder e
raramente em torno de problemas; podiam satisfazer esse pequeno público das
classes medias de formação acadêmica, cujos aplausos se reservam aos homens que
se disputam a primazia na disputa dos manejos políticos ou no brilho dos
torneios oratórios. P. 20.
E assim a cada fala desses especialista em
educação se vai entendendo como se pensava a educação brasileira e as
consequências dessas ideologias. Sim desde já deve-se entender que há uma
consequência para o modo de pensar e fazer educação onde o método de fazer
estar diretamente ligado ao pensar, mas, a jornada histórica mental deve
continuar com os pioneiros da educação brasileira:
Compreendemos
que não se forma o espirito por subterfúgios, e que devemos ganhar o pão com o
suor do rosto, isto é, pelo esforço, lutando contra toda resistência e subindo
dolorosamente da confusão, da superficialidade e da fraqueza, para a claridade
e precisão e força... que a grandeza do país não romperá do seio da terra, mas
do pensamento da energia e do braço de seus filhos. P. 21.
Os elementos apresentados pelos pioneiros apontam
a necessidade de ter uma postura educacional ativa.
Ninguém contesta a necessidade de ter o
educador um ideal que lhe ofereça precisamente a matéria dos sentimentos e dos
hábitos que ela trabalha por inculcar as novas gerações. P. 25... por isso
mesmo que dá uma noção nítida do papel da escola na sociedade. P. 27...
Os pioneiros da educação apresentam a cada trecho elementos indispensáveis
para uma formação profissional de qualidade. Uma boa parte do que foi
apresentado até aqui ainda não diz respeito ao ensino superior diretamente, mas,
devem e serão considerado relevantes nesse artigo também para o ensino superior,
partindo do princípios de que a educação é continua onde uma fase interfere na
outra e alguns princípios educacionais são universais.
Nunca
chegamos a oferecer uma cultura própria... problemas sobre objetivos e fins da
educação... a luz dos fins estabelecidos os processos mais eficazes para
realização da obra educacional. P. 34... certo de que um educador pode bem ser
filosofo e deve ter sua filosofia de educação, mas, trabalhando cientificamente
neste terreno ele deve estar tão interessado na determinação dos fins da
educação quanto também dos meios de realiza-los. P. 34... já se despertava a
consciência de que para se dominar a obra educacional em toda a sua extensão, é
preciso possuir em alto grau o habito de se prender sobre base solidas e
largas. P. 36 ... e não a um labirinto de ideias vagas. P. 37. ... o axioma de que se pode ser tão
cientifico no estudo e na resolução dos problemas educativos como nos da
engenharia e finanças. P. 37. Para
os pioneiros da educação o educador deve ter: noções claras e definidas de suas
aspirações e suas responsabilidades assim como a escola. P. 37...
Ela tem
por objetivo organizar e desenvolver os meios de ação durável com o fim de
dirigir o desenvolvimento natural e integral do ser humano em cada uma das
etapas de seu crescimento de acordo com certa concepção de mundo. P. 40. ... é
certo que é preciso fazer homens antes de fazer instrumento de produção. P. 41.
Isto demostra uma hierarquia na formação humana.
Não há
sistema escolar cuja unidade e eficácia não estejam constantemente ameaçadas
senão reduzidas e anuladas quando o estado não soube ou quis se acautelar
contra o assalto de poderes estranhos capazes de impor a educação fins
inteiramente contrários aos fins gerais que assinala a natureza em suas funções
biológicas. P. 46, 47. ... aliado aos fins já apresentados os educadores de
1932 a 1959 apresentará a necessidade de uma educação funcional. P. 49. Uma
comunidade palpitante pela soluções de seus problemas...
Depois
de tanto explanar os problemas gerais da educação e da escola esse pedagogos da
verdadeira educação irão estender seus pensamentos para o nível superior:
Se deixam infiltrar desses espíritos
enciclopédicos em que o pensamento ganha extensão no que perde em profundidade...
o período criador sede lugar a erudição ... aparente e sem substancia
dissimulando sobre superfície, as vezes brilhante com absoluta falta de solidez
de conhecimento... nessa superficialidade de cultura... cujas opiniões se
mantem prisioneiras do sistema que se matizam das tonalidades das mais variadas
doutrinas... quase que anárquica. Liberta-se de todos os males educativos de
que se viciou sua formação... a ignorância da mais humana de todas as operações
intelectuais... p. 57. E ainda é apresentado uma posição da escola em
face da vida... p. 60. ... mas ao mesmo tempo que o progresso da psicologia
aplicada a criança a dar a educação base cientifica os estudos sociológicos,
definidos a posição da escola em face da vida mas trouxeram uma consciência
mais nítida da função social e da estreiteza relativa de seu círculo de ação.
P. 63. Demais os problemas educacionais devem ser respondidos de maneira
cientifica. P. 63. A complexidade trágica dos problemas postos pelas sociedades
modernas... devemos formar-nos nos princípios fixos e inabaláveis que sirvam
para regular de modo firme todos os nossos pensamentos devendo ser em nós
outros de uma só peça e formar um todo penetrante e solido... é preciso formar
uma opinião clara e penetrante e responder a esses problemas sim ou não de modo decidido e inabalável...
a alta responsabilidade de seu papel social nem dispõe de qualquer meio para
revisão periódica de seus conhecimentos. Com proliferação desordenada sem
planejamento e sem critério algum, a não ser o eleitoral, de escola
superiores... já se podem calcular as ameaças que pesam sobre esse nível de
ensino. P. 72.
Prepara-lhe
cada vez mais solidamente o professorando e aparelha-lo dos recursos
indispensáveis ao desenvolvimento de suas múltiplas atividades. P. 73. ...
cremos porém que não temos traído em momento algum a nossa posição. P. 78. ...
querem fazer da religião um instrumento da política e querem fazer da política
um instrumento da religião. P. 80. ... instituiu a liberdade sem controle...
foi uma catástrofe sob todos os aspectos inclusive moral... gravitam mais é
para a desordem e anarquia na educação... E que alcançam é largar o ensino a toda
espécie de influência de grupos de pressão divergentes e contraditórios. P. 84.
... “com” ciência aplicada e ciência pura e desinteressada” pode-se se reconstruir
a educação”. Vão procurar as armas mais eficazes para a formação das novas
gerações e “não” execução do plano que traçam sonhos e devaneios de ideólogos
políticos. P. 114... Caminha-se sem
direção ao acaso de rumo egoístico, o horizonte nacional achou-se num deserto
de homens e ideias. P. 115. Revolução mental e leal e por “fim” eficiente e
útil ... determinar diretrizes nítidas a solução de um problema. P. 117...
dizem: os pioneiros da verdade pedagógica. P. 119 ... o quadro da involução
atrofia da família no mundo contemporâneo ... concepção ideológica que em cada
período histórico predomina. P.120 ... afetam a educação deixam a entender, e, toda
finalidade pedagógica converge para formação de homens e mulheres capazes de
desempenhar as funções que as circunstancias lhes destinam em uma organização
social.
Desse diálogo com os pioneiros da educação nova de
1932 e dos educadores de 1959 pode-se extrair os seguintes postulados:
Os pioneiros da educação brasileira conheciam com
profundidade o sistema educacional assim como toda sua problemática inclusive a
escola.
Além de entender sobre a escola nova eles entendiam
do contexto histórico social que esta estava inserida. Sabiam das influências
externas sofridas pelas escolas como também da necessidade e capacidade da
escola resistir a essas pressões. Se posicionavam como protagonista do processo
de ensino aprendizagem e agiam fortemente para exercer a sua função social de
educadores assim como a função social da escola e da necessidade de um legado
educacional. Tinham a escola como fonte de luz numa sociedade de trevas, além
de tela como resolvedora dos problemas da comunidade que ela estava
inserida. Afirmavam que o conhecimento
cientifico deveria ser usado na educação e que este seria a garantia de um
melhor ensino e aprendizado. Como também da necessidade de fundamentar seus
conhecimentos em argumentos sólidos, precisos, verdadeiros e útil. Diziam que o
ensino superior estava comprometido por superficialidade e discursos vagos e
intermináveis, como também seus conhecimentos eram vagos, enfim, estes
pensadores transmitem esperança ao sistema educacional brasileiro mesmo quando
falam das suas mazelas. Se ao iniciar
este aprofundamento se remeteu ao passado, esta parte, se indaga como pensam os
profissionais da educação brasileiras na atualidade.
Para
se saber como pensam os docente hoje sobre a educação brasileira se consultará
prioritariamente IMBERNÓM 2011 em FORMAÇÃO DOCENTE E PROFISSIONAL, forma-se
para a mudança e incerteza, com ênfase no capitulo 4, 10 e 13 com os seguintes
tópicos: O conhecimento profissional docente p. 30, O modelo indagativo ou de
pesquisa como ferramenta de formação do professor p. 77.e Formação profissional
e qualidade de ensino. p. 100.
Diversos
autores procuraram analisar o tipo de conhecimentos profissionais que um
professor ou uma professora deveriam ter (cf. Shulman, 1989; Loucks-Horley,
1987) todos eles concordam com a necessidade de um conhecimento polivalente que
compreenda diferentes âmbitos: ( o sistema em suas estruturas próprias,
sintáticas, ideológicas ou em sua organização) os problemas que dão origem à
construção de conhecimentos, o pedagógico geral, o metodológico-curricular, o
contextual e o dos próprios sujeitos da educação. Em diversas publicações
enfatizei a importância de conhecimentos sobre o âmbito sociocultural e sócio
científico ( implicações sócias das ciências) considerando que o contextual
refere-se em geral ao âmbito estritamente profissional. P. 31.
Logo
nas primeiras falas de IMBERNÓN (2011) observa-se que há um tipo de
conhecimento especifico para ser utilizado pelo docente profissional onde ele
expõe alguns exemplo: o pedagógico geral, o metodológico-curricular, o
contextual e o dos próprios sujeitos da educação. Se pensa hoje em idas e vindas de
conhecimentos específicos se pensa também que a função profissional é
indefinida:
“Outro fator é a não definição explicita das
funções dos profissionais da educação no Brasil” IMBERNÓN (2011).
Já me
referir ao excesso de responsabilidade que a profissão docente está assumindo,
o que torna difícil delimitar as funções profissionais e também comportar uma
substancial mudança da profissionalização:
Nos textos que se seguem IMBERNÓN (2011) irá trazer
mais elementos para se entender a atualidade educacional brasileira, como
também a solução para os seus problemas presentes:
...novas
exigências em relação a aprendizagem. p35 ...
Esse modelo requer que o professor identifique uma área de interesse
colete informações e baseado na interpretação desses dados, realize as mudanças
necessárias no ensino. p. 77. O
professor é inteligente e pode propor-se uma pesquisa de forma competente e
baseado em sua experiência. P. 78. ... momento de encontrar as respostas para
os problemas da escola e da sala de aula. P. 79. ... quando atuam como
pesquisadores. P. 80. Deve produzir-se uma modificação na realidade. P.
82.
Aqui
então apareceu a ideia de professor pesquisador. Ao destacar seu caráter
educativo queremos nos distanciar de enfoque tecnológico, funcionalista e
burocratizantes de qualidade. P. 101. Pode-se dizer que hoje se pensa nos
conhecimentos na educação, na indefinição de função social, o professor
pesquisador do processo de ensino aprendizagem, e da necessidade de qualidade
na educação.
Percebe-se nessa última fala de IMBERNÓN (2011), que
a educação estar desqualificada, sendo isso, pelo menos, em parte, uma
consequência de como se tem pensado a educação no Brasil, isto é, uma educação
fundamentada no superficialismo, relativismo e imprecisão de conhecimento.
Sabe-se que é inevitável que haja consequências do
pensar a educação no brasil e para endossar essa ideia se passará a CURY (2006)
... Comentei
que os conhecimentos impressos nos livros está morto essencialmente... na
educação tradicional a transmissão da informação é tão a-histórica e
despersonalizada que o conhecimento que estar morto nos livros é muitas vezes
enterrado inconscientemente pelos professores, que fazem das aulas um velório
intelectual que é assistido por uma plateia de espectadores passivos... a sala
de aula, desde os primeiros anos da educação, deveria funcionar como um
ambiente onde se processa um debate vivo de ideias... é provável que mais de
noventa por cento do conhecimento que
estudamos jamais seja lembrado ou utilizados em nossa história sócio profissional ... na educação precisamos
um pouco menos de quantidade de informações e muito e muito mais de qualidade
de informações principalmente das informações que levam os alunos a compreender
o processo de produção de conhecimentos... CURY 2006. P. 302.
Isto é só um pequeno quadro das consequências
das ideologias educacional brasileira que além de deixar a educação caótica em
todos os níveis ainda proporcionou uma formação profissional universitária
desqualificada ao mesmo tempo que refletia no papel do Especialista em
Metodologia do Ensino Superior frente a necessidade de uma formação
profissional universitária de qualidade, cabendo a esse profissional ações
significativas, a saber: A criação e aplicação de uma Epistemologia Própria e
Inovadora, mas, que dê resultado satisfatório. Lembrando IMBERNÓM 2011: no que
se refere a ideia do professor pesquisador e cientista se auto
instrumentalizando e aparamentando – elaborando seu próprio conhecimento e
ações pedagógicas. Essa epistemologia
própria e inovadora, aqui chamada de Epistemologia da Inteligência, surge como
uma crítica construção de conhecimento, exigindo que o sujeito: nunca aceite
passivamente o que lhe for ensinado, fazendo comparação com o que já aprendeu
em outros cursos afins, estipulando associação entre temas, áreas, ideias de
outros pensadores e suas próprias conclusões, só aceitando conhecimentos novos
após esses procedimentos, rejeitando informações e conhecimentos que forem
conflitantes, questionando teóricos, refutando-os independente do parecer do
senso comum acadêmico sobre o objeto, investigando acuradamente cada assunto
relevante ao ensino superior, rejeitando conhecimentos duvidosos e inútil, seguindo a
verdade e utilidade, para se construir e aceitar conhecimentos, o conhecimento
deve ser aplicado e uma vez aplicado deve melhorar a realidade social,
confirmando sua funcionalidade e uma vez melhorando a realidade social
tornam-se verdades eternas, ou absoluta. Ou ainda mantê-las e aplica-las até
que se apareça coisa superior comprovada mediante mesma epistemologia.
Com isso então se evidencia a construção e a utilização de uma
epistemologia própria, (consolidada como Epistemologia da Inteligência) qualificando
inicialmente o conhecimento, fundamentando esses saberes nos seguintes
princípios epistemológicos:
Existe uma realidade objetiva sobre
todas as coisas independente de ideologias, é necessário um critério da verdade
para se achar a verdade, os problemas devem partir da realidade social, na
construção de ideias e conceitos sobre um objeto, deve-se aceitar que; primeiro
vem o concreto e depois o abstrato, a razão é fruto do meio e não o meio
ambiente é fruto da razão, filosofia é um fundamento indispensável, para a
ciência ser sadia e superior, deve-se se mudar sua lógica atual.
E uma vez fundamentando esses saberes nessa nova lógica resolve a
questão da superficialidade do conhecimento denunciada por muitos autores e o mal
do logo estéril apresentada por CURY 2006 em Inteligência Multifocal.
Logo diante dessa postura acadêmica se
enriquece a Ciência melhorando a realidade social do Docente Universitário, em
especial; o Especialista em Metodologia do Ensino Superior. Com isto agora ele
passa a estar instrumentalizado e aparelhado como era o desejo dos pioneiros da
Educação de 1932 e dos Educadores de 1959.
Esse aparato e esse instrumento é uma Nova
Epistemologia que se baseia em quatro pilares: a realidade como pivô do
conhecimento, o problema é superior ao procedimento e técnica cientifica de
apreensão do conhecimento, a relevância do conhecimento deve estar voltada para
a melhora da realidade social global, a metodologia procedimentos e técnicas
devem contemplar esses três primeiros pilares.
O
especialista em metodologia do ensino superior assume uma postura ideológica,
política e cientifica em sua função social que é garantir uma formação
profissional universitária de qualidade no que diz respeito a sua práxis, sendo
que nessa práxis adotará os seguintes procedimentos didáticos epistemológicos:
1-elaboração ou aquisição de um critérios da verdade, que pode ser a realidade
objetiva das coisas como fez os marxista, ou a bíblia como fez os escolástico,
ou um outro critério qualquer consistente, 2- seleção de bibliografias que
dissertam sobre o assunto independente de concepções ideológicas, 3- analise e
classificação dos achados em relevante e irrelevantes, 4- comparação entre obras
autores e ideias indiscriminadamente, 5- confrontação com conhecimento de mundo
do pesquisador e cientista, 6- confrontação dos achados com os critérios da
verdade, 7- analise de aproximação entre assunto e a realidade, 8- associação
entre teoria e pratica, 9- verificação e comparação com outras fontes de
conhecimentos (senso comum, filosófico e teológico), 10- conclusões e aceitação
desses conhecimentos como absolutos ou não, até que se prove o contrário
mediante a mesma metodologia que o consagrou.
Conclui-se
então que houveram modos diferentes de se pensar a educação no Brasil, em
períodos distintos; a saber, em 1932 e na atualidade, e que esses diferentes
modos de se pensar a educação lhe trousse consequências, onde aqui se percebeu
a sua desqualificação profissional, oriunda de uma epistemologia deficiente,
que gerava conhecimento superficiais de baixa qualidade e principalmente no
nível superior. Obrigando hoje o Especialista em Metodologia do Ensino superior
viabilizar uma solução para uma formação profissional de qualidade, pelo que
entendeu como solução a inovação, criar e aplicar a Epistemologia da Inteligência,
CIRCUNCISÃO (2015). Cujos os conteúdos foram apresentados parcialmente nesse
artigo.
Após
o docente em método de ensino superior se apropriar da Epistemologia da
Inteligência pode capacitar o discente universitário possibilitando uma
formação profissional universitária de qualidade.
Referencia
Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 1977.
CIRCUNCISÃO, Zenivaldo
Montes.
Epistemologia da Inteligência, Salvador 2015
CURY, Augusto Jorge; Inteligência Multi Focal; Analise da
construção de pensamentos e da formação de pensadores, 8ª ed. rev. São
Paulo Cultrix, 2006.
Coleção Educadores MEC, Manifesto dos Pioneiros da Educação nova
(1932) e dos Educadores (1959) ed. Massagana, Recife, 2010.
IMBERNÓN; Francisco, Formação Docente e Profissional, Forma-se para mudança e incerteza, 9
ed, São Paulo ; Cortez, 2011.

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