terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Rascunho da minha monografia



1. INTRODUÇÃO
             O presente estudo busca investigar o trato da sistematização da Educação Física como área de conhecimento no século XX no Brasil, no entanto sabe-se que essa sistematização  advêm de período e acontecimentos ligados a épocas anteriores, e as vezes esta marcado por grandes acontecimentos de proporções mundial. E foi assim com a construção do pensamento sobre o corpo, esta ligado e foi marcado pela revolução industrial e francesa, sendo que, estes dois grande acontecimento mudaram para sempre toda a sociedade bem como as atividades nela realizada.
           Entende-se que a revolução Industrial era um novo modo de produzira a vida,  tendo como foco o lucro ou a acumulação de riquezas e a Francesa a educação para as massas, assim com a Revolução Industrial houve grandes produções através das maquinas e da enorme exploração da classe proletariado, aliado a educação que os dominassem ditaram o tom do desenvolvimento.
Somado  a esses acontecimentos tem-se o avanço científico com sua consolidação através dos métodos de estudos sistematizados. Com isso toda a atividade humana dessa época em diante vai se utilizar da sistematização para se inserir nessa forma emergente de se organizar e fazer funcionar a sociedade em toda a sua plenitude.  
E para registro maciço dessa sistematização crescente e dominante tem-se a criação da imprensa, logo toda a pratica social é transformada em teoria, multiplicando  bibliografias de todo tipo e área de conhecimento.
Agora todas as discussões poderiam ser registradas em grandes escalas, acessadas por muitos, rediscutida e reformulada. Dentre esses inúmeros objetos de debate tem-se a Educação Física que recebe esse nome pela primeira vez com John Locke, na sua obra: Pensamentos sobre a educação (1693).
Nessa efervescência com o homem no centro das atenções o corpo volta a ser valorizado bem como suas realizações.
Influenciados pelas questões científicas, o trato do corpo ganha também cuidados  metodológicos trazendo assim a sistematização das atividades corporais, as ginásticas  europeia de bases biológicas, bem como a criação e disseminação do esporte moderno pela Inglaterra com ênfase no alto rendimento.
A Inglaterra e a França países hegemônicos da época ditam o tom e o ritmo da economia, política e da sociedade em geral.  Procura-se assim, mercados de consumo para as mega produções industriais bem como a construção de um novo homem, capacitado integralmente para nova ordem emergente, onde seus ideais se disseminam por todos os países do mundo.
O Brasil sendo colônia de Portugal absorve passivamente todos os ideais desse momento.
Instalam-se na nação os modelos ginásticos de bases biológicas, sendo que, durante muito tempo prevalece o adestramento físico. Todos esses acontecimentos como já foram supracitados, dão ao mundo e as questões sociais uma nova forma, característica e dinâmica; obrigando todos os setores e atividades a se reorganizarem e consequentemente a Educação Física, isto é, a sistematiza-se. Do século XVII ao XX a Educação Física obteve um avanço, que pode ser expressa; utilizando essa frase: “foi do senso comum á consciência filosófica”.  SAVIANI (2003).
Após sua primeira síntese, introduzir-se no Brasil apresentando-se bem definida, trazendo a nomenclatura de Educação Física, com o propósito de condicionar o corpo e estabelecer a ordem social e a saúde do povo, através dos métodos ginásticos franceses, alemão e suecos. Para realização de tal feito ela adentra as unidades escolares, com isso, ao fazer parte desse novo contexto escolar, em transformação, sofre novas interferências precisando se ré-sistematizar, ou seja, transforma-se em ações pedagógicas em conformidade com a ideologia livresca e intelectual.
 Conhecer profundamente este objeto, bem como toda problemática, a ele ligado, assim como: todo seu processo de transformação, é indispensável para uma práxis eficiente e eficaz. 
Pensando nisso elabora-se o seguinte problema: Como se deu o processo de sistematização da Educação Física como área de conhecimento no século XX no Brasil?
Com isso pretende-se explicar: o que levou a sistematização da Educação Física como área de conhecimento no século XX no Brasil? Analisar como foi pensado o corpo em alguns períodos distintos da historia, identificar e reconhecer as tendências citadas por Lino Castellani Filho em seu livro: EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL, A HISTÓRIA QUE NÃO SE CONTA.
Ao iniciar esses estudos notaram-se as seguintes relevâncias para a elaboração dessa monografia: são poucas as obras que tratam sobre a temática, pela necessidade de aprofundamento nas questões relacionadas à Educação Física, pela função social da faculdade que é a construção de conhecimentos científicos, pelo desejo de se conhecer a realidade objetiva da Educação Física como área de conhecimento, pela possibilidade de se transformar a realidade com o novo conhecimento e finalmente pelo desejo maior de descobrir algo mais avançado sobre a sistematização da Educação Física como área de conhecimento.
Para a efetivação de tamanho trato, fez-se uso dos princípios da pesquisa qualitativa utilizando uso das técnicas da pesquisa bibliográfica, bem como, da analise e seleção dos textos mais adequados, para fundamentação da obra prevista.
No que tange à técnica da pesquisa: A metodologia empregada foi de natureza bibliográfica qualitativa. Sendo uma combinação entre explicativa e descritiva. Tendo como passo inicial a leitura exploratória, seguida de uma leitura seletiva, tentando encontrar material importante para exame, eliminando os possíveis supérfluos. 
 Após todos esses cuidados passou-se a coleta de dados. Onde se baseou em coletas extremamente relevante, as informações foram organizadas, avaliadas e depois comentadas.
Onde se falou de algumas tendências e teorias educacionais encontradas nos textos que apontaram a sistematização da Educação Física como área de conhecimento. (LAKATOS; MARCONI, 2002).
          Para realizar a análise dos dados levantados na pesquisa bibliográfica, fez-se uso também, da técnica de análise de conteúdo, que se caracteriza como:

Um conjunto de técnicas de análises de comunicações, visando, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores quantitativos ou não, que permitam a interferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) das mensagens (BARDIN, 1987 apud TRIVIÑOS, 1987, p. 160).

Segundo Triviños (1987, p. 161) as três etapas básicas no trabalho com analise de conteúdo, são elas:
1. Pré-analise - é a fase onde organizamos e fizemos a leitura (flutuante) do material que foi objeto de estudo, para constituir o corpus da investigação (os livros pesquisados), que é a especificidade do campo no qual fixamos a nossa atenção;
2. Descrição analítica – se inicia já na pré-análise, mas nessa etapa, as literaturas utilizadas, que tratam da sistematização da educação física, corpus de investigação,  foram submetidos a um estudo mais aprofundado, orientado em princípio pelo  referencial teórico. Nessa fase foram construídos corpos de referências com os dados retirados das obras  analisadas, a partir do processo de categorização;
3. Interpretação referencial nesta fase apoiado em nosso referencial teórico, bem como nos corpos de referencias construídos na fase de descrição analítica nos aprofundando na nossa análise ao conteúdo latente das bibliografias que tratam da sistematização da educação física como área de conhecimento.
A sistematização da Educação Física como área de conhecimento no século XX no Brasil, fato que pode ser entendido sobre inúmeras, perspectivas, abordagem, logicas e outras tantas formas de se organizar o pensamento. Mas vai-se abordar o assunto seguindo a orientação também de TRIVIÑOS (1987, p. 65.66.) no tocante ao estudo de cada assunto como objeto dizendo que:

A simples vistas, os objetos, as coisas e os fenômenos se distinguem entre si pela                                                     sua qualidade, isto é, pelo conjunto de propriedades que os caracterizam. Desta maneira, a qualidade representa o que o objeto é e não outra coisa. A distinção da qualidade do objeto, isto é, do objeto entre outros objetos, é a primeira fase do conhecimento do objeto. Isto quer dizer que o objeto se nos apresenta e os separamos dos outros objetos pelo conjunto de suas propriedades.

           Pelo que identificar um objeto, separa-lo dos demais é um principio básico quando se pretende sistematizar, ficando isso claro durante o processo de sistematização da educação física, Então iniciando a discussão do assunto; se terá o entendimento de que tanto a sistematização quanto a sistematização da Educação Física são objetos distintos, mas que se relacionam.
            Logo se percebe que essa colocação de TRIVIÑOS (1987) esta intimamente ligada à sistematização, entendendo-se que, separar elementos e acontecimento será fundamental para estudo da temática escolhida, durante todo o processo de investigação.
     E para melhor explanação e compreensão do assunto escolhido se distribui tal estudo nos seguintes capítulos:

Introdução
Fundamentação e conceitos indispensáveis
Acontecimentos históricos sociais
Bases biológicas na Europa
Bases biológica no Brasil
Sistematizar para adestrar o físico
Esportivização
Bases antropológicas sociais: processo de mudança
Tendências e teorias educacionais
Teoria crítica superadora
                 As discussões aprofundadas nas áreas acadêmicas e um capítulo de Considerações finais, sendo que neste encontra-se: um apanhado geral epistemológico, a afirmação da utilização de conhecimento de outras área, apresentação da lógica desenvolvida para construir o pensamento sobre a sistematização da Educação Física, o entendimento da Educação Física como objeto distinto, estabelecimento de conceitos e definições sobre a sistematização, apresentação de marcos históricos e sociais, apresentação de uma evolução sistemática que vai desde uma organização de uma simples atividades a muitas teorias educacionais e entendimentos.







































FUNDAMENTAÇÃO E CONCEITOS INDISPENSÁVEIS

Para se começar a escrever sobre algo se faz necessário optar por um ponto de partida sendo o pensamento que vem a seguir bem adequado para se adentrar nas questões proposta por esse tratado.
DAOLIO (2007, p. 1)

Depois do predomínio das ciências biológicas nas explicações sobre o corpo, a atividade física e o esporte por parte da educação física, essa tarefa parece está dividida com os conhecimentos provindos de outras áreas, tais como a antropologia social, a sociologia, a historia, a ciência a politica e outras.

E dentre essas outras área de conhecimento que foram utilizadas para formar o corpo teórico da Educação Física, se tem a administração, mas, a administração chamada científica (Taylor) oriunda dos processos históricos sociais, que teve como acontecimento desencadeador a revolução industrial aliada ao avanço científico. Na revolução industrial houve um crescimento rápido e desordenado de empresas, uma multiplicação absurda de produção, onde não cabia mais o empirismo e o improviso costume das ações artesanais.
Para realizar uma produção dessa magnitude todos os setores das fábricas teriam que ser sistematizados, cada operário teria que ter função bem definida. A sistematização de todos os departamentos, divisão do trabalho braçal do intelectual, e divisão em serie da produção (Ford), e uma vez isso aplicado, deu certo, evitando prejuízo e aumentando o lucro, dai com a obtenção desse sucesso o ato de sistematizar foi transferido para o restante da sociedade, empregada em inúmeros outros seguimentos e áreas de conhecimento e consequentemente para o trato com o corpo, a Educação Física. Então afirmar que a educação física saiu de uma assistematização para uma sistematização graças a apropriação desse conhecimento é aceitável na área, e, demonstrar como se deu esse processo de sistematização se tornou quase uma obrigação.
 Mas, o que é sistematização? Para responder esse problema traz-se: Fumagalll et al. (2000, p.7) onde se aborda a seguinte indagação (O que é sistematização? Uma pergunta diversas repostas) Explicação essa necessária para um entendimento mínimo da relação: sistematização e Educação Física, pois é  preciso clareza, visto que a temática estudada se relaciona com muitas  outras de difícil compreensão.  E:
                                              

 Um andarilho que caminha por um bosque sem olhar para trás, sem enxergar o quanto já caminhou e o que ainda lhe resta pela frente. Que não olha para baixo, a fim de escolhermos melhores caminhos e desviar seus pés de possíveis pedras, buracos etc.
Que não contempla a natureza lhe cercando e acompanhando. Que não fixa seu olhar no firmamento e percebe a sua infinita dimensão. Que não sente seus pés pisando na firmeza da terra. Um andarilho que não sente o cheiro do mato, das flores e plantas; que não escuta o cantar dos pássaros; que, em sua pressa para atingir o fim da caminhada, não se permite um descanso.

Certamente esse andarilho apenas caminhou, perdeu a oportunidade de viver a sua caminhada. Suas pegadas apagar-se-ão no primeiro sopro da natureza. E, se algum dia vaguear sua memória em busca de recordações, terá poucas lembranças. Talvez, desta caminhada, lembre-se apenas de que foi cansativa.

A sistematização, entre tantas definições, é uma postura metodológica que contribui para atribuirmos significado às “caminhadas”. Ela pode nos tornar sujeitos de nossas andanças e projetar os nossos passos para além de nós mesmos.
 Na caminhada, ela ajuda a aguçar os sentidos e mostrar que ainda estamos vivos e que precisamos viver. Enfim, ela pode nos tornar autênticos andarilhos. Com esse caderno, “O que é Sistematização? Uma pergunta. Diversas Respostas” desejamos introduzir e estimular reflexões acerca do que vem a ser a sistematização, sua importância
e seu significado para o nosso fazer político-administrativo.

 Apesar de a pergunta ser uma, as respostas são diversas, incompletas e não definitivas. Ao utilizarmos esse material, devemos faze-lo sem a pretensão de chegar ao seu final com um conceito claro e acabado sobre o que seja a sistematização. Assumir a complexidade da sistematização e seu caráter inconcluso, assim como continuar refletindo e praticando-a com destemor e sem ingenuidade, já é o suficiente... (p.7)

            Com a ilustração acima e a ligeira explicação do que é sistematização, entendendo-o como um ato racional, prossegue-se com o aprofundamento sobre sistematização, para laçar os fundamentos necessários para a compreensão da sistematização e depois o entendimento da sistematização da Educação Física como área de conhecimento no século XX no Brasil. Para este mesmo autor, a sistematização, entre tantas definições é:
             “Neste sentido, ao iniciarmos a discussão sobre a sistematização, vimos não mais que estimular reflexões acerca do que vem a ser a sistematização, sua importância e seu significado para o nosso fazer político-administrativo. Assim, não pretendemos esgotar um conceito sobre sistematização ou vir aqui a dar conta de sua complexidade”.

             E para reforçar o aprendizado se apresentará alguns significados de sistematização bem como algumas palavras ligadas a este ato moderno, de dicionários da nossa língua portuguesa. Então segundo LUFT, (1999, p. 610).
                                                

 Sistematizar  é reduzir a sistema, sistema por sua vez é:
1. Conjunto de elementos inter-relacionados em vista de uma finalidade 2. Estrutura 3. Ordem, método, 4. Corpo doutrinário, 5. Teoria, 6. Forma de governo, 7. Modo, costumes, habito, práxis...  

                E segundo: XIMENES (2000, p.864) sistema é:

1. Conjunto de elementos que guardam entre si alguma ligação 2. Disposição dos elementos que formam um todo organizado. 3. Método plano. 4. Técnica empregada para um determinado fim. 5. Modo maneira. 6. Forma de governo de organização social. 7. Habito particular, costume. 8. Corpo doutrinário. (taxionomia).

           E Grande (1943, p 1885) numa obra mais antiga, em seu dicionário da língua portuguesa:

Sistema é um conjunto de partes coordenado entre si; corpo de doutrina; conjunto de partes similares; forma de governos ou constituição política ou social de um estado; combinação de partes de modo que concorram para um certo resultado; conjunto de leis ou princípios que regulam certa ordem de fenômenos;
                                                   

            Logo baseado no que foi apresentado tem-se: o sistematizar como o ato de identificar elementos que possui estreita ligação e uma mesma finalidade, estrutura, ordem apresentando um todo harmônico, esse todo pode ser: um corpo, um método, uma teoria, uma doutrina em fim algo distinto, sendo que essas conclusões baseiam-se nos significados trazidos pelo dicionário da língua portuguesa. Mas buscando maior compreensão recorre-se a mais explicações de:


           Fumagalll et al. (2000, p.10)


 “A sistematização é um conceito que vem sendo cunhado para designar uma forma metodológica de elaboração do conhecimento. Assim, sistematização é mais do que organização de dados, é um conjunto de práticas e conceitos que propiciam a reflexão e a reelaboração do pensamento, a partir do conhecimento da realidade”... (Revista da Escola Centro Oeste).


            Agora após analisar o apresentado por (FUMAGALLL et al. 2000) conclui-se que o entendimento sobre a sistematização pode ser apreciado como  forma metodológica de construção de conhecimento que propicia a reflexão e a reelaboração desse saber, saber esse, que faz penetrar nas aparência das coisas, aparência e essência essa, que uma vez penetrada pode receber vários significados de acordo com o momento e o contexto; como foi o caso da Educação Física que ora se apresentou com bases biológicas, hora com base nas ciências humanas ora com base na economia e na política, como se verá a seguir.







ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS SOCIAIS


                  Assim na Europa com a decadência do feudalismo emerge um novo grupo que sobe ao poder, chamado burguesia, inaugurando um novo sistema econômico, denominado capitalismo e para maior esclarecimento aprecia-se EGLESIAS (1989, p.91)


                                          “Os historiadores convencionaram chamar de revolução industrial a transformação da tecnologia verificada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII alguns chegam a dar ano ou seja 1769, quando James Vatt consegue aperfeiçoamento da maquina a vapor... para Frankli o homem é um animal que fabrica instrumentos.”

   A revolução industrial decorre da intensificação do comercio, a contar dos descobrimentos- revolução – comercio da natureza e gosto pela investigação levado a novas atitudes- revolução intelectual... (p.93)

A novidade partiu da Inglaterra e é explicável, era dominadora dos mares, maior comerciante, como também centro de investigações; seu povo era dado a pesquisa como nenhum outro... (p. 94)


Essa nação que possuía duas grandes forças transformadoras: riquezas oriundas do comercio com outros países e produção de conhecimento advindo de pesquisas, começou a influenciar a todos os países vizinhos que tentavam acompanhar o seu ritmo e posteriormente as nações mais distantes. Além de EGLESIAS, SOARES, (2007, p. 5 a 7) também comenta alguns acontecimentos da revolução industrial:

... Na Europa e em especial na França este é o período em que se consolida  o estado burguês e a burguesia com classe criando condições  objetivas para que suas contradições  de classe no poder apareça, e seja inevitável o reconhecimento da existência de seu oponente histórico: a classe operaria. Para manter a sua hegemonia, a burguesia necessita investir na construção de um homem novo, um homem que possa suportar uma nova ordem econômica politica e social, um novo modo de reproduzir a vida sobre novas bases. A construção desse homem novo será integral ela cuidará igualmente dos aspectos mentais, intelectuais, culturais e físicos. ...
O desenvolvimento e a complexidade desta, sociedade das leis, da economia, da exploração desenfreada do capital em relação ao trabalho, exigiam novas formas de pensar a natureza, a sociedade e as relações do homem entre si. Era necessário que houvesse explicações absolutamente irrefutáveis, portanto científicas sobre a nova sociedade e sobre as exigências de um homem novo ainda em construção. (idem, p.8)

Nos acontecimentos históricos percebe-se um viver intencional, consequência de ações pensadas, com alvos e objetivos bem definidos, evidenciando uma sistematização coletiva em diversas áreas, embora essa palavra não apareça nos textos.

Então com essa contextualização histórica e geográfica da sistematização e posteriormente da sistematização da Educação Física, analisa-se: o ato de sistematizar o trato do corpo, explicados nas obras dos autores que se debruçaram sobre a temática estudando-a em períodos marcantes do século XX a saber as décadas de 40 e 50 bem como os anos 80 até os dias atuais.
             Passa-se então a analisar as primeiras formas de sistematização do trato com o corpo, na obra de SOARES, Carmem Lúcia (2007, p.51) destacando-se o seguinte: a Educação Física é representada, ou se constitui nas escolas ginástica ou método ginástico, tendo como fundamentação teórica as ciências biológicas: fisiologia, anatomia, biologia e outras com grandes influencia dos pensadores educacionais desse período.
             Ela tinha finalidades distintas; unir os povos de uma nação, preparar para guerra, acabar ou inibir vícios, fortalecer e higienizar o corpo impedir a proliferação de doenças, em fim formar um novo homem considerando seu aspecto biológico preparando também para enfrentar as duras jornadas de trabalho nas fábricas. 






















BASES BIOLÓGICAS NA EUROPA
                A configuração de um trato com o corpo com base biológica na Europa foi objeto de estudo de autores no Brasil e dentre esses se traz: SOARES (2007, p. 51,52)

 A partir do ano de 1800 vão surgindo na Europa em diferentes regiões formas distintas de encarar o exercício físico. Essas formas receberão o nome de método ginástico (ou escolas) e correspondem aos quatros países que deram origem as primeiras sistematizações sobre as ginásticas na sociedade burguesa: Alemanha, Suécia, França e Inglaterra (que teve um caráter muito particular, desenvolvendo de modo mais acentuado o esporte).

           Esse trecho é a confirmação do novo modo de se pensar o corpo, visto que até aqui não se tinha nada parecido.

Essas mesmas sistematizações serão transplantadas para outros países fora do continente europeu. A ginástica a partir de então considerada científica, desempenhou importante papel na sociedade industrial, apresentando-se como capaz de corrigir vícios posturas oriundas das atitudes adotadas no trabalho, demonstrando assim, as suas vinculações com a medicina e, desse modo conquistando status. A essa feição medica soma-se outra a ginástica a ordem disciplinar... E a disciplina era algo absolutamente necessário a ordem fabril e a nova sociedade.


             Agora nesta parte analisada reafirma-se a sistematização do trato com o corpo bem como o seu propósito e finalidade, mas percebe-se que o status medicinal é por causa da sua propriedade e não o agente que a aplicava o médico.


Para além de sua presença nesse discurso, o seu conteúdo revela-se marcadamente medicalizante, afirmação que pode ser traduzida, sobretudo pelas ciências que lhe serve de base. Isto posto passaremos a fazer referencias as escolas de ginástica que tiveram maior penetração no Brasil. Procurando destacar o viés medico higienistas que expressam as ciências pelas quais se pautam a moral que proclamam. Não nos ocuparemos com as questões pedagógicas que essas escolas certamente suscitam. 

             Nesse trecho encontra-se um problema que serviu de grandes debates quando essas escolas ginásticas foram levadas para o Brasil, isto é suas aplicações curativas e disciplinares.



 Apresentando algumas particularidades a partir do país de origem, essas escolas de um modo em geral possuem finalidades semelhantes: regenerar a raça (não nos esquecendo do grande número de morte e de doenças) promover a saúde: (sem alterar as condições de vida): desenvolver a vontade, a coragem, a força, a energia de viver (para servir a pátria nas guerras e na indústria) e, finalmente desenvolver a moral (que nada mais é do que uma intervenção nas tradições e costumes dos povos).
Assim é que passamos a situar o seu surgimento na Europa e sua implantação no Brasil de forma apenas descritiva, tendo por objetivo trazer um maior numero de informações que permitam a compreensão da presença do pensamento medico higienista na Educação Física.

                  Com esse trecho percebe-se que há uma resistência a ideologia dominante que se utilizava da Educação Física segundo esses estudiosos para se perpetuarem no poder. Então com essa explicação de SOARES (2007, p. 51,52) pode-se perceber a forma explicita de como o termo sistematizar aparece relacionado a Educação Física, evidenciando: a forma, a estrutura a finalidade em que se configura os cuidados com o corpo através de sua representação da época, a saber: a ginástica.
                Logo a sistematização da Educação Física estava sendo efetivadas para fins cívico-sociais, isto é, cuidar das populações dos países europeu,  seu alvo era a população adulta num contexto e espaços sociais para trabalhar com as massas (toda uma população de um país).
               Deixando o contexto europeu direciona-se para o Brasil, num período que ele começa a se organizar e se consolidar como nação, por encontrar nesses instantes estruturas sociais e institucionais que enriquecem e facilita a explicação do pensamento sobre a Educação Física, onde se pode perceber tranquilamente na obra: O que é Educação Física? de MARINHO, (1983 p.52, 53, 54,55).











BASE BIOLÓGICA NO BRASIL 

                 Como se percebeu na Europa a base de sistematização da Educação Física era de natureza biológica, e para disseminar esse pensamento do trato com o corpo precisava das instituições públicas, isto é, a estrutura administrativa do governo era o agente principal do ato de sistematizar, por isso, se faz necessário apresentar o inicio da instalação dos poderes públicos brasileiros, que forneceram condições legais estruturais e conjunturais para se pensar a Educação Física no Brasil, ainda que de natureza biológica, e para tanto se traz: MARINHO Vitor Oliveira, (1983, p.52-55 )   
               Instalação dos poderes públicos trazidos pelos portugueses no inicio do século XIX fator determinante para poder falar de sistematização da  Educação Física como área de conhecimento.

Instalado no Brasil (1808), a família real portuguesa trata de estabelecer novas formas de dominação. Atendendo a interesses estranhos as necessidades brasileiras, começa um processo de desenvolvimento cultural, com tendências elitizantes. É criada a imprensa Regia e a biblioteca Real. O ensino superior passa a receber especial atenção, embora não existisse ainda um ensino primário e médio estruturado. O importante era a formação do “doutor”.

             Após a instalação dos poderes públicos há uma necessidade de se implantar outras instituições e órgãos necessários por outros seguimentos da sociedade, por exemplo, a educação, seguimento importantíssimo nos debates relacionados a Educação Física.

 Continuamos, porém sem nenhuma universidade. Apesar da emancipação política (1822), a dependência econômica (agora da Inglaterra), a censura, e a repressão são grandes a primeira constituição (1824) dava poderes ilimitados ao imperador. A fase imperial registra tentativa de organização do sistema educacional que nunca tivemos e, a partir daí, algumas reformas educacionais tentam minimizar o verdadeiro caos em que se encontravam a educação brasileira. Mais ou menos por essa época tem inicio efetivamente, A historia da educação física no Brasil.

              Agora além dos órgãos e entidades especificas fala-se das fontes especificas, chega no Brasil livros que tratam do assunto, e tomando como base esses conhecimento vindos de fora começa a se desenvolver no Brasil uma consciência nacional relacionada a Educação Física.
Os primeiros livros sobre a matéria chegaram, incluindo em seus conteúdos assuntos absolutamente diversos da educação física atual: eugenia, puericultura, gravidez etc. o ginásio nacional. Em 1851, começa a legislação referente a matéria, obrigando a pratica da ginástica nas escolas primarias do município da corte(Rio de Janeiro). No final do império, foi recomendada a utilização nas escolas do “método alemão”, que havia sido adotado nos meios militares.
 Esse método vinha sendo aplicado oficialmente no exercito, e sua adoção nos meios escolares provocou reações por partes daqueles que viam a educação física como elemento da educação e não um mero instrumento para adestramento físico. Apesar dos esforços para a implantação da educação nas escolas, o período imperial não proporcionou estímulos pedagógicos significativos para os exercícios físicos. São duas as áreas de influencia: a medica e a militar.

              Começam-se as defesas de teses por seguimentos de outras áreas que se apropriam da Educação Física para direciona-la para fins dominantes.
A primeira por intermédio de diversas teses da faculdade de medicina, onde o tema era a educação física. A segunda, a partir de 1858, onde o exercício físico tornou-se obrigatório nas escolas militares, o que acabou servindo como meio de divulgação das atividades físicas. Essas duas tendências marcaram, historicamente a evolução da educação física brasileira. No âmbito esportivo, o remo era o mais importante. Não tinha praticamente nenhum concorrente em popularidade.
Embora julgasse não merecer lugar de destaque no setor educacional, a intelectualidade brasileira já demonstrava preocupação com a educação física. A maior dessas manifestações aconteceu por intermédio de Rui Barbosa. Os seus pareceres (1882) sobre a reforma de ensino Leôncio de Carvalho constituíram-se num pequeno tratado sobre a educação física.


      As recomendações de Rui Barbosa vêm tratar até mesmo da necessidade de equiparação do professor que ministrava a Educação Física nas escolas, aos demais professores.
Baseado numa rigorosa e exaustiva analise da historia da educação física, Rui Barbosa adianta-se em muitos anos, aos que pensavam sobre o assunto no Brasil. Numa época em que os professores de educação física ainda usavam paletó e gravata, ministrando suas aulas dentro das salas e por entre as carteiras, as recomendações de Rui soaram como uma verdadeira utopia. Entre as citadas recomendações citamos:

    Ruy Barbosa passa a defender publicamente a Educação Física, e sua defesa se transforma nas primeiras leis obrigando a introdução, a permanência e a regulamentação da Educação Física dentro do contexto escolar.


Obrigatoriedade da educação física no jardim de infância e nas escolas primarias e secundárias, com matéria de estudos em horas distintas das do recreio e depois das aulas;
Distinção entre exercício físicos para os alunos (ginástica sueca) e para as alunas (calistenia); Pratica de exercícios físicos pelo menos quatro vezes por semana, durante 30 minutos, sem caráter acrobático;
Valorização do professor de educação física dando-lhe paridade, em direito e vencimento, categoria e autoridade, aos demais professores;
Contratação de professores de educação física, de competência reconhecida na Suécia, Saxônia e Suíça;


Instituição de um curso de emergência em cada escola normal para habilitar os professores atuar de primeiras letras ao ensino da ginástica.
Após a abolição e a proclamação da republica as expectativas da sociedade brasileira estavam alteradas a afluência de jovens aos grandes centros, a eminencia de sedentariedade provocada pela revolução nos meios de transporte e a influencia da imigração fomentada após a abolição precipitou impulso decisivos em relação a uma preocupação mais sistemática com a educação física.
 
Assim viu-se a edificação do corpo administrativo  como também  a necessidade de instituir estabelecimentos específicos que tratassem da área, funda-se as primeiras instituições responsável por formar o agente responsável pela Educação Física visto que inicialmente o Brasil não possuía pessoas com tal qualificação. E para tal verificação se traz:  MARINHO Vitor Oliveira, (1983, p.52-55 )
        “Valorização do professor de educação física dando-lhe paridade, em direito e vencimento, categoria e autoridade, aos demais professores; Contratação de professores de educação física, de competência reconhecida na Suécia, Saxônia e Suíça;”
           O momento apresentado demostra claro e evidente o inicio da sistematização da Educação Física como área de conhecimento no Brasil que se aprimorará no século seguinte, isto é, o século XX. Os pareceres de Ruy Barbosa, as legislações sobre a matéria e a chegada dos primeiros livros sobre o assunto. Após algumas décadas da implantação dos métodos ginásticos é possível fazer uma reunião e explanação de alguns deles para analise e estudos, verificando-se como foi inicialmente pensado a corporeidade no Brasil, para tanto apresenta-se: PENA, Enezil (s/d, p.p.10-14) em










SISTEMATIZAR PARA ADESTRAR O FÍSICO
                Uma sistematização puramente biológica, onde constitui-se  a apropriação do legado europeu, isto é, o uso dos métodos ginásticos pela nação brasileira para desenvolver valências físicas, úteis para a formação do caráter disciplinado, favorecendo a ordem e o progresso, que era necessário para a confirmação de sua soberania.

                              
                                I – GENARILIDADES. Os exercícios físicos, de um modo geral têm sido objetos de distintas classificações segundo o ponto de vista que coloca o respectivo autor considerando o interesse que o possa dominar ou a finalidade que o objetiva. Cada um de nós poderá organizar uma classificação própria dos exercícios físicos em relação ao determinado fim, e, deste modo, reuni-lo do ponto de vista estético, utilitário etc. ou segundo as qualidades de força, destreza, flexibilidade etc. que desenvolvem. Podem ainda os exercícios físicos serem grupados por sinergias musculares interessadas, ou famílias consoantes o tipo de atividades, como no método francês. Vamos dividir esse assunto nas duas partes que se seguem, a primeira das quais se referem a classificação dos exercícios de um modo geral e a segunda tipos de classificação adotados por certos autores, sistemas ou métodos...Enezil (sd, p.10) 


               Nessa primeira citação Enezil reconhece a flexibilidade na hora de se organizar e sistematizar os métodos ginásticos.

II- CLASSIFICAÇÃO DOS EXERCÍCIOS DE MODO GERAL
Natureza
Primeiramente poderemos dividir os exercícios, segundo a sua natureza, em dois grandes grupos: naturais e artificiais. O primeiro traduz as atividades a que o homem é levado na sua vida habitual, isto é, exercícios que não estão adrendemente concebidos e cujo exercício não obedece a uma forma rigorosa, preestabelecida; os últimos exercícios são justamente os exercícios construídos  pelo homem e que devem ser executados segundo a forma traçada, consoante o modelo estabelecido.
                
                  Nota-se que as organizações dos exercícios considera-se apenas aspectos físicos, sendo isso os motivos das constantes criticas sofridas pela Educação Física nos estudos posteriores Enezil.
ESQUEMAS DESSAS CLASSIFICAÇÕES

Exercícios {naturais, artificiais}[construídos, formais, sistematizado ou metodizados]
Valências físicas
As valências físicas podem ser sintetizadas em quatro grupos: pela força, resistência equilíbrio e destreza; a destreza compreende a velocidade, a agilidade e a agilidade. Os exercícios físicos estão classificados como geradores de força, resistência, destreza e equilíbrio.
Esquema dessa classificação:
Exercícios geradores de {força, resistência, equilíbrio e destreza} DESTREZA {velocidade e agilidade}
 


           No inicio do trecho que se segui é dito que há vários modos de se organizar os exercícios, toda a organização da época é de natureza biológica.  
Esforço

Relativamente ao esforço empreendido na sua pratica, isto é, ao consumo de energia, podem os exercícios físicos serem grupados: suaves ou fracos intensos ou fortes, havendo entre eles uma escala de graduação, que admitiria um termo médio.
Esquema dessa classificação:
Suaves ou fracos
De intensidade media
Intensos ou fortes

           Mas na medida em que se verifica as abordagem em cada trecho percebe-se que essa flexibilização não altera sua base de natureza biológica.

Ação

Os exercícios físicos podem atuar principalmente sobre determinada sinergia musculares e, neste caso, são ditos de ação localizada ou analítica ou podem ter ação generalizada sobre o organismo, atuando principalmente sobre as grandes funções, quando são chamados sintéticos.
Esquema desta classificação:
Exercícios de ação localizada - analítico
                              Generalizada – sintético

Coordenação neuro – muscular
As coordenações neuromusculares são estimuladas, desenvolvidas, aperfeiçoada por intermédio de exercício físicos que estabelecem conexões psicossomáticas cada vez mais importantes e, assim os exercícios poderiam ser classificados em simples ou fáceis, complexos ou difíceis, conforme o grau de coordenação neuromuscular exigido para sua execução.

Esquema dessa classificação:
Exercício de coordenação neuromuscular:
Complexa ou difícil
Simples ou fácil
Valores biopsicossociais
Há exercício que se apresentam conforme a sua duração, intensidade complexidade, condições ambientais, etc.

             Então se conclui que a sistematização apresentada por Enezil (sd,p.12)  é puramente biológica, no entanto aparece exercícios de valores biopsicossocial, psicossocial que ganhará grande notoriedade nas décadas que se seguem. 

  Percebe-se que a sistematização da Educação Física de caráter biológico, predominou no Brasil durante décadas do século XX, com alguns momentos de inclinação para o esporte como marketing ideológico político nacional, pois o caráter extremamente biológico não satisfazia mais as ideias da nova sociedade brasileira. Sendo o fenômeno esportivo significativo no processo de sistematização da Educação Física como área de conhecimento abriu-se um parêntese e expõem-se a seguir um capitulo para tratar desse tema.     

ESPORTIVIZAÇÃO
               Como se percebeu com o avanço da modernidade há uma organização diferente da sociedade fazendo surgir atividades corporais que melhor representassem o sistema econômico social emergente, e vindo da nação, a saber: a Inglaterra, que ditava o ritmo das coisas, constrói-se o desporto, assim esse novo trato com o corpo alastra-se por inúmeros países do mundo inclusive o Brasil.
Após a abolição e a proclamação da república as expectativas da vida na sociedade brasileira estavam alteradas: as influencias de jovens aos grandes centros, a iminência de sedentarização provocadas pela revolução nos meios de transportes e a influencia de imigração fomentada após a abolição precipitaram impulsos decisivos em relação a uma preocupação mais sistemática com a Educação Física. O futebol importado da Inglaterra em 1894 começa a escalada que o levaria  na década de trinta a suplantar definitivamente o remo... MARINHO, Vitor de Oliveira (1999, p. 55)

               Assim como a ginástica alguns esportes se destacaram e predominaram mais que outros, é o caso do futebol que se tornou no Brasil paixão nacional multiplicando a sua pratica constantemente. “Além desse esporte transformado em monocultura esportiva, vários outros são introduzidos... a natação (1889), o tênis (1988) etc...” MARINHO, Vitor de Oliveira (1999, p. 56)


             Durante esse período no Brasil o esporte e a ginástica se desenvolviam juntos, mas alguns acontecimentos favoreceram o fortalecimento do esporte em detrimento da ginástica.

As ginásticas alemãs e suecas sofreram, em 1921, um golpe fatal. Um decreto aprova o regulamento da instrução física militar destinada a todas as armas e inspirado na ginástica natural francesa, vinculada pela escola de Joinville-le-Pont. No ano seguinte uma portaria do ministro da guerra institui o centro militar de Educação Física, destinado a difundir o novo método de Educação Física e suas aplicações desportivas... idem

          “A década de trinta dispensa ao esporte, principalmente ao futebol, uma popularidade que já o coloca como fenômeno social”. MARINHO, Vitor de Oliveira (1999,p. 58)
              “Com a ascensão do esporte como fenômeno social há um direcionamento do esporte para fins ideológicos políticos, tanto quanto a dominação das massas quanto a projeção da nação brasileira a nível mundial.” MARINHO, Vitor de Oliveira (1999,p. 59) 
              O esporte passa a ser conteúdo principal nas aulas de Educação Física, no contexto escolar, que tem como base a Ciência Desportiva assunto esse tratado por alguns autores inclusive VALTER, Bracht (2007)
Se nas origens no Brasil, e até aproximadamente a década de 60 o discurso no âmbito da EF era marcado pelo viés pedagógico (de tom muitas vezes fortemente normativo) a partir de então passa a ganhar espaço um teorizar cientificista. VALTER, Bracht (2007, p. 18)... Fator determinante para essa nova onda cientificista na EF, no entanto, foi o enorme desenvolvimento que sofreu, após a segunda guerra mundial, o fenômeno esportivo e como ele foi absorvido ou se impôs á EF. No final dos anos 60 se impôs a denominação Ciência Desportiva e isso segundo o autor em função da tendência internacional nesse sentido, bem como o esporte tornou-se o fenômeno dominante nessa área. Dietrich e Landau (1987, p. 384) vão além afirmando que o conceito de pedagogia desportiva  (sportpadagogik) determinou o fim da época do conceito de teoria da EF (Leideserziehung) com suas concepções orientada nas teorias da educação. VALTER, Bracht (2007, p. 19)
     
               Após as citações acima se notou que há uma constância no trato da sistematização da Educação Física como área de conhecimento no Brasil, isto é, seus fundamentos mudam de acordo com forças externas oriundas de questões internacionais e políticas nacionais, neste caso o status de nação desenvolvida de primeiro mundo, pois as competições internacionais servia para demonstrar a superioridade das nações competitivas e a supremacia do seu sistema de governo e economia.
Além disso, também a pedagogia desportiva, como outras disciplinas da Ciência desportiva vão ser funcionadas a partir dos interesses da instituição desportiva... a produção acadêmica volta-se para o fenômeno esportivo. É a importância social e política desse fenômeno que faz parecer legitimo o investimento em ciência neste campo...  Nesse contexto é fundada, no final dos anos 70 uma nova entidade científica, o Colégio Brasileiro de Ciência do Esporte.  VALTER, Bracht (2007, p. 20)

            Uma vez convencidos de que o esporte era capaz de promover o status da nação bem como elevar o nível de aptidão física do povo além de fornecer maior sucesso e reconhecimento do profissional de Educação Física, buscou-se o culto do esporte para alto rendimento dentro da escola, levantando velhas questões relacionada a Educação Física e a escola, mas agora como objeto de discussão o objetivo do esporte dentro da escola, assunto esse muito debatido por alguns autores.
               Percebe-se então que a troca de uma Educação Física de pedagogia para fins morais e cívicos para uma pedagogia esportiva não seria adequada para a formação geral do aluno e que se estaria tropeçando nos mesmos entraves reducionista do adestramento físico, ou se o esporte seria na escola seletivo ou formativo crítico.  Então, assim como, a Educação Física de bases biológica foi rejeitada por parte de muitos que pensavam o trato com o corpo a pedagogia esportiva na Educação Física no contexto escolar também.
             E fechando o parêntese para deixar o fenômeno esportivo de lado, analisa-se agora: as inferências sofridas pela Educação Física no contexto escolar. E para retomada de raciocínio e entender melhor esses acontecimentos na sociedade brasileira, em especial nas escolas, apresenta-se: Herold, Junior (2008, p.85).















BASES ANTROPOLÓGICAS SOCIAIS, PROCESSO DE MUDANÇA
                    A Educação Física que já vinha se estruturando sistematicamente, mas, não com a finalidade educacional; intelectual e livresca, seguia outra lógica como já foi inicialmente explicado, é obrigada ainda em fase transitória e inacabada, absorver de forma rápida e impensada as exigências pedagógicas e sociais do contexto escolar. Para verificar e entender tais situações convoca-se para este entendimento CASTELLANI FILHO, (2005, p.44).
Cabe aqui ressaltarmos o fato de que o esforço de se lançar mão da Educação Física como elemento ainda de conformidade com uma visão de saúde corporal, saúde física - eugênica- enfrentava barreira arraigadas nos valores dominantes do período colonial, sustentáculos do ordenamento social escravocrata que estigmatizaram a Educação Física por vincula-la ao trabalho manual físico desprestigiadíssimo em relação ao trabalho intelectual, este sim, afeta a classe dominante, enquanto o outro se fazia pertinente única e tão somente aos escravos.

                         Nesse trecho citado por CASTELLANI FILHO, (2005, p.44). tem-se a certeza que a Educação Física precisava ser moldada a sociedade dominante, pois sua natureza pratica na época trazia lembranças do trabalho escravo, coisa que ninguém queria se associar, sendo que os trechos que se seguem vem cumprimentar essa ideia.

Otaíza Romanelli coloca a estigmatização do trabalho manual, como um dos obstáculos a aceitação da ideia do ensino técnico profissionalizante por parte da camada dominante, que recebia uma educação de natureza “humanista”, no sentido “ilustrado, “livresca”, dissociada do componente trabalho produção”. 
Jurandir Freire também faz referencia a esse preconceito, ao tecer considerações sobre o trabalho a luz da ética colonial: a ética colonial; repudiava o trabalho. O branco livre não se imaginava exercendo uma profissão que lhe exigisse ocupação manual. O chefe de família digno não trabalhava: vivia de renda ou da exploração parasita do trabalho dos outros, se não era proprietário de terras ou comerciantes, procurava locupletar-se em alguns trabalhos burocráticos da administração publica. Quando nenhuma dessas possibilidades surgia sugava o trabalho escravo até a ultima gota...

              Assim por causa das investidas contra o modo de se apresentar da Educação Física, ela passa a ser pedagogizada, como se não fosse! E tentando entender a Pedadogização da Educação Física no contexto escolar, apresenta-se mais de HEROLD, Junior Carlos (2008, p.p.89- 95,100,106) onde se traz o seguinte:


Na escola publica a educação corporal retomada desde o renascimento converte-se em disciplina obrigatória, revestida da mesma moralidade que as demais. Se a escola era defendida como local responsável por fomentar os valores sociais, indispensáveis ao restabelecimento da ordem perdida na crise, a educação do corpo deveria adequar-se a esse projeto.
Este esforço pode ser observado em todos os educadores que focalizavam sua atenção sobre tal problemática. ... A interligação entre vontade e exercício físicos faz com que o exercício pelo exercício e o exagero do atletismo sejam criticado. ...

             Pelo que foi visto a Educação Física no contexto escolar é extremamente hostilizada. Recebe constantemente forte criticas, trazendo a tona a velha dicotomia mente e corpo. Assim obrigatoriamente a sistematização dos movimentos corporais teria que se submeter a sistematização hegemônica da mente, super valorizada no contexto educacional. Mas, apesar de todos os problemas enfrentados, a Educação Física vai tomando corpo teórico definindo-se como disciplina nesse contexto. Podendo–se afirmar então que sistematizar e pedagogizar passaram a ser sinônimo dentro do contexto escolar e esse processo agora de pedagogizar é marcado por grandes embates.
             Depois de anos de criticas e discussões sobre a sistematização para se adestrar o físico, ficando mais intensa com a sua utilização como instrumento político ideológico, essa finalidade de caráter e base biológica e depois moral, cai em descrédito, é abandonada caracterizando uma crise de identidade, abordada na obra de Vitor de Oliveira Marinho (1982, p. 64)

Terminado o nosso passeio, deparamos com um labirinto. Nossas dúvidas, longe de serem sanadas, aumentaram. A História desvendou tantos caminhos, e agora o que não sabemos, é por onde começar. Chegamos a entender o que é Educação Física? Qual a sua essência? Dessa vez não será necessário um roteiro e qualquer inicio deve servir. Pode ser que ao final cheguemos a chave do mistério. As diversas alternativas não dão o direito de pretender esgota-las, mas bem podemos repensar, pelo menos, algumas delas. Quem sabe se a Educação Física não é: ginástica, medicina, cultura, jogo, esporte, política, ciência...

               Procura-se agora explicar as questões do corpo fundamentadas sobre teorias educacionais com fortes influencias das ciências humanas: antropologia, filosofia, psicologia, sociologia, política etc.
















TENDÊNCIA E TEORIAS

  Logo os estudiosos buscam uma sistematização dos movimentos e explicações sobre o corpo para suprir as necessidades da Educação Física nas escolas, toda e qualquer tentativa de sistematização da Educação Física é só, e exclusivamente para o contexto escolar, onde se faz oportuno trazer para o dialogo Celi Taffarel (2009, p. 2)
                       
As tentativas de sistematizar as teorias da Educação Física no Brasil podem ser localizadas, nas décadas de 40 e 50 do século passado, na obra de Enezil Penna Marinho, de lá para cá podemos localizar muitas outras tentativas de sistematização teórica, algumas levando em consideração as teorias epistemológicas- com base na definição dos objetos investigativos, para daí fundamentar as teorias da Educação Física, por exemplo, a proposta de teoria da Educação Física a partir da discussão levada a cabo por Manuel Sergio no Brasil na década de 80 e, outra por sua vez, buscando apoio nas teorias educacionais e principalmente na sistematização apresentada por Saviani na década de 80 em seu livro escola e democracia. Dentro deste aspecto vamos encontrar, portanto, a sistematização de propostas teorias pedagógicas em Ghiraldelli, Castellani, Taffarel entre outras.


    E para entender essas teorias se faz necessário verificar as tendências ou os princípios que a estruturaram, para isso apresenta-se Lino Castellani Filho (2005, p. 215) onde ele afirmava que no Brasil existia  três tendências distintas para a Educação Física, onde uma já foi exaustivamente explicada e criticada:

 “... por tudo aquilo  que até nesse instante expusemos nos sentimos em condições de afirmar existe hoje na Educação Física no Brasil um movimento que pode ser dimensionado a luz da analise de três tendências identificadas na Educação Física brasileira. Uma que se apresenta na sua biologização, caracteriza-se por reduzir o estudo da compreensão do homem em movimento apenas  em seus aspectos biológicos, dissociando-o, como se fosse possível faze-lo sem incorrer em equívocos teóricos danosos e irremediáveis, dos demais aspectos que caracterizam o movimento humano antropologicamente considerado.



            Psicopedagogização da Educação Física


                                  

                                             ... outra tendência pode ser reconhecida como aquela que se traduz na psico-pedagogização da Educação Física. Explica-se no reducionismo psicopedagógico que se caracteriza pela analise das instituições sociais. Escolas por exemplo, enquanto sistemas fechados, forjando formulações abstratas, a-históricas de crianças, homens, idosos, como se existissem em si mesmo, ao largo das influencias das relações sociais de produção que se fazem presente na sociedade em que estão inseridos... Poder-se-ia através de uma leitura superficial apontar-se na contraposição dessa tendência a da biologização... Apenas aparente contraposição e essencial identificação entre as duas tendências, explica-se pelo fato de tanto uma como a outra  integrarem o quadro das concepções acríticas de filosofia da educação, lançando-se mão aqui da classificação formulada por Saviani... porem uma terceira tendência começa a ganhar corpo no cenário da Educação Física no Brasil. Lino Castellani Filho (2005, p. 216)

          Econômica-Politica-Social


 Para ela educar caracteriza como uma ação essencialmente política á medida que busca possibilitar a apropriação pela classes populares, do saber próprio da cultura dominante, instrumentalizando-se para o exercício pleno de sua capacidade de luta no plano social. Trata-se, portanto no concernente a Educação Física no Brasil, na imperiosidade de traduzir o acesso a saber, produzido, sistematizado e acumulado historicamente, pela classes subalternas, nas coisas pertinente a motricidade humana. Através da socialização do corpo de conhecimento existente a respeito do conhecimento do homem em movimento. Lino Castellani Filho (2005, p. 218)


            Essa terceira tendência busca tratar a Educação Física como sendo a área de conhecimento responsável pelo estudo acerca dos aspectos sócio-politico-econômico antropológicos do movimento humano. Lino Castellani Filho ( 2005, p. 220).
Assim encontrou-se que o processo de sistematização da Educação Física acompanhou as mudanças socioeconômicas e históricas, bem como o avanço científico.
Aceita-se que houve hoje um avanço, pois o reducionismo a que ela estava presa, quando sua teorização estava ligada exclusivamente as questões orgânicas do corpo, foi definitivamente superada, é quase que uma unanimidade rejeitar todo teorização de caráter tradicionalista tecnicismo, ou o movimento pelo movimento, muitas vezes chamado de biologização da Educação Física.
           Assim seguindo um pensamento linear tem-se a sistematização dos métodos ginásticos apresentados nestes estudos como legado europeu, de bases biológicas, com o propósito de adestrar o corpo predominando por décadas, depois com inclinações para a Pedadogização moral e cívica, seguida de uma forte influencia do esporte, utilização ideológica política, a seguir a psicopedagogização para educação integral e finalmente as bases político-econômico- social com o objetivo de formar o cidadão critico emancipatório.    

          Logo o processo de sistematização da Educação Física como área de conhecimento no século XX no Brasil após seu inicio de sistematização na Europa desemboca no contexto escolar, mudando de ênfase, de termos, propósito se desviando e muito das ideias que a conceberam.

         O fato é que as discussões são exclusivamente, no, e para, a construção do corpo teórico  da Educação Física, e sua intervenção dentro e para a escola, bem como as discussões são estendidas para a construção de um método próprio e campo ou área de atuação, elevando-se o dialogo para campo acadêmico, o nível superior, o que era uma simples sistematização para organizar exercícios físicos, dando o aspecto científico, se tornou em tendências; depois Pedadogização e teoria educacional. Ou melhor, dizendo, transformou-se em diversas teorias educacionais.   



TEORIA CRITICA SUPERADORA

              E falando de teoria educacional abrem-se o dialogo para tratar da teoria critica superadora que serviu de fundamentação para a sistematização da Educação Física escolar, sistematização expressa no livro que ficou conhecido como  coletivo de autores. SOARES, et al (1992, p. 25)


Uma pedagogia entra em crise quando suas explicações sobre a pratica social já não mais convence aos sujeitos das diferentes classes e não correspondem aos seus interesses. Nessa crise, outras concepções pedagógicas vem sendo elaboradas para lograr consenso convencimento ( convencimento) dos sujeitos, configurando a pedagogia emergente, aquelas em processo de desenvolvimento, cuja a reflexão vincula-se a construção ou manutenção de uma hegemonia.

O presente texto trata de uma pedagogia emergente, que busca responder a determinados interesses de classe, denominado aqui: critico-superadora. (idem)  


               Essa sistematização para explicar a Educação Física como área de conhecimento trazida pelo coletivo de autores é extremamente diferente das primeira formas de se explicar o trato com o corpo, o qual se faz necessário pontuar algumas de suas peculiaridade, ou seus pontos mais marcante percebidos nessa analise, para tanto busca-se os texto que se seguem:

               Essa sistematização esta destinada a professores que lecionam em escolas inicialmente, ampliando para outros.


Escrevemos esse livro pensando em professores de Educação Física que encontramos em varias oportunidades, nas escolas... (p. 17)


                Tem como função principal fornecer fundamentos para a construção de uma consciência critica da sua pratica pedagógica.


... deve fornecer elementos teóricos para a assimilação consciente do conhecimento, de modo que possa auxiliar o professor a pensar autonomamente (p.17)

           Uma definição inovadora da Educação Física chamando-a de matéria escolar, aliado a um termo “novo” cultura corporal veja:

Este livro expõe e discute questões teórico metodológico da educação física, tomando-a como matéria escolar, que trata pedagogicamente, temas da cultura corporal, ou seja, os jogos, as ginasticas as lutas, as acrobacias, a mimica, os esportes e outros. Este é o conhecimentos que constitui o conteúdo da Educação Física. (p. 18) 

             Essa sistematização divide os conteúdo da Educação Física por ciclos:

Os leitores encontraram aqui elementos básicos para: a) elaboração de uma teoria pedagógica; elaboração de um programa especifico para cada um dos graus de ensino. (idem)

              Sugere um avanço no pensar sobre o trato com o corpo ampliando o seu significado chamando a reflexão:
A Educação Física no currículo escolar; desenvolvimento da aptidão física ou reflexão sobre a cultura corporal, é o titulo do primeiro capitulo, nele são colocados elementos teóricos que permitem ao leitor distinguir as matrizes que informam as duas perspectivas: aptidão física e reflexão sobre a cultura corporal.

             Os conteúdos da Educação Física foram ligados ao projeto politico pedagógico das escolas, definindo a sua função social dentro da escola.


O professor sentir-se-á apoiado, no desenvolvimento da sua reflexão, com os elementos teóricos sobre a concepção de currículo escolar vinculado a um projeto politico pedagógico que destaca a função social da Educação Física no contexto da educação escolar.  (idem)

                Em fim essa sistematização trazida pelo coletivo de autores formata completamente a Educação Física é exclusivamente para as escolas mudando também as formas de avaliação bem como os itens a ser avaliados levando-a definitivamente as questões sociais. Toda essa sistematização aborda a Educação Física como produto de uma sociedade de classe, sendo a Educação Física instrumento de transformação social, onde o professor na sua pratica pedagógica deve oferecer aos alunos sempre reflexões para transformar a sua realidade social, bem diferente do legado europeu apresentado e organizado por Enezil Pena Marinho que se preocupava com as valências físicas. Considera-se o contraste dessas duas sistematizações (Enezil e Coletivo de autores) bem distintas da Educação Física, que contradições á parte, deram sua contribuição para a teorização dessa pratica, motivo ainda de muita discussão.









AS DISCUSSÕES APROFUNDADAS NA ÁREA ACADÊMICA.

                 A Educação Física para atender as exigências do contexto escolar, mantendo o seu status de disciplina e para construir seu campo acadêmico, enfrenta agora debates e embates para ser reconhecida como ciência. Sendo que para explicar essas discussões mais avançada aponta-se  BRACHT, Valter; (2007, p. 15)

              ...Neste capitulo tomamos como foco de atenção a construção do campo acadêmico da EF no Brasil, com especial atenção para o período que vai do final da década de 60 até nossos dias. É importante desde logo ressaltar que nossa atenção recai sobre a produção acadêmica da área vale dizer à teorização que envolve acompanhar a pratica social que convencionamos chamar de Educação Física, ou seja, é um estudo sobre o pensamento da EF brasileira e como ela vem se pensando. Especificamente, perseguimos a questão de como foram pensados os limites/contornos deste campo, que dele participa legitimamente, quais problemáticas são privilegiadas e reconhecidas como pertencentes ao campo, ou seja, como a partir desse conjunto de pratica forja-se o próprio campo... p.15
                 

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                   Então pelo que foi apresentado por BRACHT, Valter; (2007, p. 15-18) a Educação Física continuou o seu processo de sistematização iniciado pelos acontecimentos históricos sociais advindos da Europa adentrou o território brasileiro  recebeu influencias únicas ao ser introduzido no contexto escolar, e as tentativas de teorizar as atividades físicas foram realizadas por profissionais de outras áreas, a saber, o medico, o militar, com conhecimentos das ciências medicas, pedagógicas educacionais,  e depois politicas- econômicas- sociais.
                   No contexto escolar era uma Educação Física para a saúde e para a educação moral de arcabouço teórico metodológico marcadamente biológico. O teorizar da Educação Física da origem a um chamado intelectual da Educação Física BRACHT, Valter; (2007, p. 18) Segundo BRACHT, Valter; (2007, p. 18) o intelectual que pensaram na teorização da Educação Física inicialmente, se utilizavam de uma única fonte de conhecimento as ciências biológica, já os intelectuais que os precederam trouxeram/adquiriram conhecimentos para fundamentar a teorização da Educação Física em outras áreas (medicina, militar, economia-politica).
                        Assim verifica-se em BRACHT, Valter; (2007) que embora os profissionais que pensaram a Educação Física dentro do escolar estivessem se afastado das questões do adestramento físico baseado nas ciências biológicas, estavam pedagogizando a Educação Física para fins também reducionistas, isto é: direciona-la para saúde, moral e civismo, Era um teorizar cientificista. (p. 18) é levantada uma questão se a Educação Física seria uma ciência ou uma disciplina acadêmica. (p. 19) percebe-se então que a consolidação da Educação Física como ciência tem um longo caminho a percorrer.

        Fazendo nesse momento uma retrospectiva de tudo que foi analisado até aqui, no processo de sistematização da Educação Física, como área de conhecimento, achou-se inicialmente um sistematizar para melhor adestrar o corpo, acompanhado de uma teorização para saúde, moral e civismo. Posteriormente adentrando o contexto escolar houve um teorizar para pedagogizar. E  dentro dessa logica e contexto, surgiram três tendência; que desembocaram em teorias educacionais, tais como: critica emancipatória e critica superadora entre outras.
    
      Com o aparecimento dessas teorias cogitou-se o status de ciência para Educação Física: “ciência pedagógica do movimento” ciência do esporte e ciência da motricidade humana. E ainda a Educação Física é chamada no contexto escolar de praticas pedagógicas que tematizam a cultura corporal de movimento BRACHT, Valter; (2007, p. 25). Essa forma progressista de explicar o trato com o corpo é já a atuação do intelectual da educação e sua oposição a dominação hegemônica segundo, outrora; biológica: JAIME e FENSTERSEIFER (2010, p. 145, 146).


                                 No século 20 no período compreendido entre as décadas de 60 e 80 assinala uma ruptura nessa tradição pedagógica com ascensão do discurso científico como referencial privilegiado para a Educação Física. Na Europa e América do Norte impõe-se a questão do estatuto da Educação Física, se ela seria ou não uma disciplina acadêmica ou científica, qual seria o seu objeto de estudo, etc. gerando as oposições e tensões que daí em diante irá percorrer o entendimento que a área busca construir de si própria.

 Nos Estados Unidos Henry (1964) propõe a Educação Física como disciplina acadêmica diferenciada das disciplinas que tradicionalmente lhe dão suporte (fisiologia, psicologia, antropologia, sociologia etc.) e em oposição ao caráter de aplicação profissional (em especial no campo educacional) que lhe era tradicional...


        Pelo que foi percebido após o surgimento do intelectual de Educação Física, que buscava seus saberes na política dentre outras áreas, além das biológicas, mencionado pela abordagem de BRACHT, Valter; (2007, p. 20) houve o surgimentos de teorias da Educação Física que tinha como finalidade resistir contra a dominação hegemônica circundante, eram contra o tecnicismo militar, a saber,  abordagem crítica- emancipatória. JAIME e FENSTERSEIFER (2010, p. 145, 146).

        Parece que a rejeição da Educação Física com fundamentos biológicos-tecnicista aplicado em determinado momento pelos militares, abriu precedente para uma fragmentação constante da teoria da Educação Física.

         Pois das teorias apresentadas no século XX no Brasil nenhuma conseguiu se tornar hegemônica, apesar das tentativas constantes dos seus pensadores e teóricos que a defendem com vigor no campo acadêmico, a exemplo de defesa se tem a ciência da motricidade humana ainda não explicada nem comentada nesse estudo, pelo que se acha oportuno apresentar: MIROSLAV, Milovic apud JAIME e FENSTERSEIFER (2010, p. p.292- 294)


A tese mais completa que se conhece sobre a Ciência da Motricidade Humana (CMH) foi apresentada pela primeira vez, nas provas públicas de doutoramento do filosofo e professor português Manuel Sergio Vieira e Cunha... em junho de 1986, no instituto superior de educação física ( hoje, Faculdade de Motricidade Humana) da Universidade Técnica de Lisboa.

 Construir uma ciência supõe a criação de um novo objeto de estudo e de um vocabulário diferente, distinto das linguagens do senso comum, e das outras ciências e ainda de uma metodologia própria.

Assim a CMH a ciência da compreensão e da compreensão das condutas motoras e que portanto estuda a energia para o movimento intencional da transcendência ( ou da superação), tem como objeto de estudo a motricidade humana ( e não só o físico ) ; tem o seu vocabulário próprio inconfundível, a partir da palavra chave: motricidade; e busca fazer seus métodos específicos das ciências humanas, em que a biologia e a cultura se interpenetram mutuamente. ...

Manuel Sergio fundamentado na fenomenologia explica que a motricidade é a verdade da percepção e que não há conhecimento sem o corpo...
Manuel Sergio, que pertenceu á célula dos escritores do Partido Comunista Português ( no qual teve como camarada, o Nobel José Saramago) estudou com grande rigor, Marx, Nietzsche e Freud e concluiu que o racionalismo do qual nasceu a Educação Física estava definitivamente ultrapassado.


      Percebe-se que todos os pensadores que se dispuseram a teorizar as praticas corporais ou o movimento humano, ou ainda as atividades físicas estão coeso em rejeitar a construção histórica da Educação Física oriunda dos acontecimentos históricos sociais e científicos que marcaram a modernidade, divergem, porém, na hora de trocar a maneira tradicionalista taxada por muitos de reducionista e outros pejorativos por algo que julgam melhor ou superior, isto é: mais avançado; multiplicando assim constantemente  teorias educacionais da Educação Física.    

       Aconteceram ainda inúmeras idas e vindas, avanços e retrocessos na teorização das praticas corporais, pois como foi notado há muitas forças operando na teorização e sistematização da Educação Física no Brasil, e cada uma puxando para lados diferentes.


                  Logo se percebeu que essa investigação tratou constantemente da organização de um universo caótico, um universo desordenado advindo da decadência do feudalismo e dos conflitos trazidos pela alternância de poder na região da Europa, que deixou a sociedade europeia cheia de problemas sociais, cuja a solução e erradicação das mazelas, se iniciaria com uma nova reorganização e reestruturação de todos os seus componentes e setores da comunidade (uma sistematização de proporções mundiais).


                  Para isso teria que aplicar em grandes proporções os conhecimentos sistematizados chamados científicos, já testados com sucesso, na Inglaterra na construção de maquinas, criação das grandes fabricas, organização das ações dos proletariados, e no comercio, (o ato de sistematizar), e foi isso que fizeram.


                  Expandiram a aplicação dos seus conhecimentos científico para as questões sociais, sendo tarefa básica separar objetos de outros tantos objetos, classifica-los direcionando-os para um fim proveitoso.

                  No caso da Educação Física, um fim social, preparar ou tornar, construir um corpo forte robusto capaz de resistir as doenças e aguentar as duras jornadas de trabalho, e, isso só poderia ser feito através de conhecimento científico, surge a ginástica científica.

                   Essa ginástica científica adentrou o contexto escolar tinha como base as ciências biológicas, ela depois de teorizada foi pedagogizada para saúde, moral e civismo, sendo que por influencia externas ela desenvolveu uma pedagogia para o esporte, dentro do contexto escolar, mas depois retoma seus princípios educacionais.  

                   Nesse contexto surge o intelectual da Educação Física que ao contrario dos seus antecessores a direciona para questões além das biológicas; isso acontece por que esse novo personagem da Educação Física obter conhecimentos das ciências humanas sociais e política, que o instrumentaliza para construir teorias educacionais da Educação Física diversificadas.   





















CONSIDERAÇÕES FINAIS

                 Chega-se ao final desse estudo depois de um longo dialogo com diversos autores tendo como ponto de partida, o dito por DAOLIO, onde se verificou que a Educação Física iniciou a construção do seu corpo teórico dos conhecimentos advindos de outras áreas, mas isso não é demérito para ela, viu-se que o ato de sistematizar foi absorvido da administração científica que por sua vez iniciou-se no advento da revolução industrial.
                  Demonstrou-se a escolha de uma linha de pensamento onde muitos dos textos elaborados e selecionado foi para responder perguntas pré estabelecidas e cumprir os objetivos propostos , apropriou-se dos ensinamentos de Triviños onde entende-se a natureza de cada objeto inclusive a sistematização e a sistematização da Educação Física, e com esse entendimento pode-se saber identificar vários objetos com que a Educação Física se relacionou, a saber, com: a economia, a educação, a política, a sociedade e tantos outros.
                 Buscou-se estabelecer significados para a sistematização bem como definição e conceitos retirados do dicionário da língua portuguesa e dos estudos de Fumagalll onde pode-se perceber os conceitos de sistematização utilizado pelos autores que contribuíram com o entendimento da sistematização da Educação Física.
                 Identificou-se e demonstrou-se o contexto histórico sociais em que os processos de sistematização da Educação Física foram forjado, compreendendo as duas grande revoluções: Industrial e francesa bem como o avanço científico que promoveram as primeiras formas de explicar o trato com o corpo, surgindo assim a ginástica científica.
                 Viu-se que na Europa os métodos ginásticos tinham como fundamentação teórica as ciências biológicas, e que sua finalidade era de caráter higiênico e eugênico, eram para estabelecer a ordem disciplina e saúde do povo, com uma diferenciação da Inglaterra que criou o esporte moderno. Soube-se que estes métodos ginásticos também chamados de escolas ginásticas foram transmitidos para outros países, e o Brasil foi um desses.
                 Mas a adoção dos métodos ginásticos só se deu após a chegada da família real portuguesa em 1808, quando foi instituído todo corpo administrativo do Brasil. Fato esse, que foi importante para a sistematização da Educação Física, e que só prevaleceu inicialmente o método francês, alemão e dinamarquês com a adoção do método francês como ginástica oficial do país. A finalidade desses métodos por ter fundamentação biológica destinava-se ao adestramento físico.
              Com a criação da instrução publica a Educação Física passou a fazer parte do contexto escolar como disciplina curricular, mas seu caráter eminentemente pratico sofreu duras criticas de todo tipo e natureza, o termo sistematizar que era utilizado para teorizar as atividades físicas foi substituído por Pedadogização. Sendo que Enezil Pena Marinho elenca toda a sistematização da Educação Física predominante das décadas de 50 e 60 no Brasil, e já nesta obra aparecem assuntos que serão bem debatidos nas décadas que se segue até hoje.
                 Assim a teorização da Educação Física fundamentada nas ciências biológicas predominou do século XIX até meados do século XX, tendo um abandono definitivo devido as inúmeras e constantes criticas sofridas, caracterizando uma crise de identidade abordada por Vitor de Oliveira Marinho.
                A partir daí alguns autores aceitando essa suposta crise da identidade, tentam desenvolver uma fundamentação teórica baseados em ciências sociais e humanas para a Educação Física, criando assim mais duas formas de explicar o trato com o corpo: a psicopedagogização e a outra de cunho essencialmente política, assim tem-se três fundamentações para se teorizar a Educação Física com implicações bem distintas. Mais tardes essas tendências se desdobram em inúmeras discussões que deram origem a diversas explicações sobre a Pedadogização do movimento.
             Pode-se considerar que os assuntos colocados se desvincularam e muito da abordagem biológica, que demonstrava as propriedades e finalidades especificas da Educação Física, respeitando sua realidade objetiva, bem como sua prova existencial e o seu caráter histórico.   
             Essas discussões deram origem as teorias da educação aplicadas a Educação Física que segundo Celi Taffarel são: promoção da saúde/aptidão física, construtivista, critica a teoria critica emancipatória, critica da critica: a perspectiva da cultura corporal  e teoria da pedagógica da Educação Física e formação de professores. Todas com respectivos representantes onde faz necessário relaciona-los: 
      O seguinte: 01. (Micheli Ortega Escobar);  Critica  a perspectiva  da  Promoção  da saúde/aptidão física.  02.. Eduardo Jorge Souza da {Silva};Critica. A “teoria: ‘construtivista”. { 03. (Welington  Araújo);  Critica a teoria Critica emancipatória 04. . . (Elza Peixoto e Maria de Fatima)Critica da critica: A perspectiva da cultura corporal; 05. (Claudio !Lira) Teoria pedagógica da Educação Física e formação de professores.

    Embora no ambiente da Educação Física se tenha um entendimento de que houve um avanço nas discussões que saiu do chamado reducionismo biológico para uma ampliação, elevando-a ao uma definição de cultura, discutiu-se ainda, se a Educação Física era uma ciência e qual o seu campo acadêmico onde se apreciou nesse tratado as explicações de Valter Brachet.
              E desse assunto vale apenas frisar: se a Educação Física não é ciência, ela é o que? O que, e quem é que define? E todos os outros saberes que são chamados de ciência cumprem as exigências para afirmarem como tal? Ou qual dessas suposta ciências é genuinamente pura?
              Neste caminho percorrido até aqui, foram deixado de fora maiores explicações sobre a teoria da ciência da motricidade humana desenvolvida pelo português Manuel Sergio bem como a sistematização feita pelo coletivo de autores, onde se faz propicio extrair dessas duas fontes algumas contribuições considerada enriquecedoras. De Manuel Sergio extrai-se a tentativa de trocar o nome de Educação Física para Ciência da Motricidade Humana bem como fornecer todo um corpo de doutrina onde poderia caracterizar definitivamente a Educação Física como Ciência Acadêmica.
               E do coletivo de autores: a sua organização dos conteúdos da Educação Física por ciclos com seu caráter pedagógico, tendo como base as questões políticas sociais, onde pode-se fazer um comparativo entre a sistematização biológica efetivada por Enezil e a sistematização de natureza escolar.
              Então se percebeu que o grande intrincado de assuntos, em que a sistematização da Educação Física como área de conhecimento no século XX no Brasil  esta envolvida, traz a tona, um iceberg de problemas, também de difícil entendimento e explicação, mas, que isso pode ser desvendado, podendo ser este o ponto de partida para estudo posteriores.














 8. REFERÊNCIA



CASTELANE FILHO, Lino.  Educação Física no Brasil, história que não se conta, 11 ed.  São Paulo: Papirus, 2005.

COLETIVO DE AUTORES (1992). Metodologia do ensino de educação física. São Paulo, Cortez.

HEROLD JUNIOR, Carlos. A Educação Física na História do Pensamento Educacional: Apontamentos. Guarapuava, UNICENTRO. 2008.   

JAIME GONZALES, Fernando & FENSTERSEIFER EVALDO, Paulo. Dicionário Critica de Educação Física, Ijuí, Unijuí. 2008.

LOPES, Eliane Maria Teixeira ; et al (org.) 500 anos de Educação no Brasil. Belorizonte 2003.  

MARCONI, Mariana de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 1999.

MARINHO OLIVEIRA, Vitor. O que é Educação Física? São Paulo, SP.1983.

MINAYO, M. C. S. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade.
Petrópolis: Vozes, 1994.
SAVIANI, Demerval. Educação: Do Senso Comum à Consciência Filosófica. 14a ed. Campinas: Autores Associados, 2002.
SOARES, Lucia Carmem; As correntes ginásticas europeias e seu conteúdo: uma historia de rupturas e permanência. FE e FEF-UNICAMP, Campinas, Brasil.

TRIVIÑOS, Augusto W. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. 1ª ed. 18ª reimpressão. São Paulo: Atlas, 1987.


domingo, 20 de outubro de 2013

Serie Malhação


Atenção toda a comunidade que gosta de malhar e puxar ferro a partir de hoje nesse blogger você terá orientações eficiente e eficaz para desenvolver massa muscular condicionar e emagrecimento, aguardem principalmente você da academia da avenida. Para tratar desse assunto pretendo me basear num acumulado de conhecimento provindo de centenas de leitura de obras que dissertam sobre o assunto, mais os saberes vindo das praticas ensinando nas academias em salvador, cruz das almas, Maragurjipe, Muritiba e agora em santo Antonio de Jesus, fazendo uma seleção das técnicas, princípios leis e exercícios mais adequado para determinados fins, chegando a seguente conclusão: os exercícios físicos mais eficiente para se alcançar determinado objetivo é o resistido ou de musculação, inclusive emagrecimento, continue acessando zenepolemica que irei dizer porque. e para você que necessita obter sua felicidade, ainda que seja um simples emagrecimento estaremos dizendo como lá no manual da felicidade. 
Existe algumas variáveis  nas quais quem pratica exercícios resistido ou musculação deve considerar e controlar:
 periodização,
intervalo entre as series,
velocidade de execução do exercício,
carga,
angulação das articulações
e alguns outros que parecem insignificante, mas que afetam e muito os resultados desejados
 em tempo oportuno estarei explicando,
quem aplicar essas orientações potencializará seu treinamento.
 periodização definindo sucintamente falando é o tempo em semanas para se alcançar um objetivo que varia e muito de acordo com a aptidão geral de cada pessoa, essa variável é a mais conhecida entre os frequentadores de academia e profissionais qualificados.
Velocidade de execução de cada exercício: defini-se pelo  tempo máximo necessário para a realização de cada exercício resistido, é uma das variáveis mais desprezada durante o treino, mas em termo fisiológico faz grande diferença no resultado desejado.
Percebe-se que o exercício resistido tem melhor efeito se realizado devagar,quanto mais tempo o músculo permanecer contraído vai gastar mais substrato energético, haverá uma maior reposição tirada dos tecidos adiposo, fornecerá maior micro lesão muscular e consequentemente será melhor refeito e potencializado pelo corpo. Quanto a carga é a variável mais oscilante, pois a força das pessoas que malhão com peso aumenta a cada semana, podendo ser a carga aumentada cerca de 10%  a cada sete dias. A angulação das tem suma importância pois sabe-se que há uma maior incidência da força da gravidade no músculo, em determinado ângulo, e em alguns músculo essa maior ação da gravidade é aos 90 graus.  Todos esses conhecimentos estão sendo aplicados pelo professor Zene na Academia da Avenida e no programa avançado de treinamento, e quem quiser saber mais entre em contato em Santo Antônio de Jesus Bahia ou pelo cel: 81578824 ou email- zensportcultlar@hotmail.com.               

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Respostas ao comentatio

As massas
As massas ao que o texto carnaval se refere, são todo povo brasileiro alienado, ou que se deixa alienar, no período do carnaval.

Manual da Felicidade


Manual da felicidade
                   A felicidade é uma coisa que todo mundo quer, mas muitas vezes não sabe como encontra-la tela ou possui-la. Percebe-se que existem no mundo dois tipos de pessoas: os que desejam intensamente a felicidade, mas sofrem por não saber como consegui-la e os que já desistiram dela aceitando uma vida miserável e triste. 


O fato é que todo ser humano precisa e deve ser feliz. Pensando nestas coisas vem-se por meio dessa orientação fornecer possibilidades reais de qualquer um que desejar; rico ou pobre, inteligente ou não crente ou incrédulo de conseguir, obter usufruir e gozar da felicidade.


Como ponto de partida tem-se o ser humano, isto é, você; a tomada de consciência; mudanças de pensamentos e finalmente ação e atitude construindo a felicidade.
Tem-se essas coisas como princípios elementares da felicidade por considerar que as ações do homem recai sobre ele “ o que o homem plantar vai colher, ou quem planta colhe, ninguém conhece o coração do homem a não ser o próprio homem” logo a felicidade começa na pessoa e termina também.

Primeiros passos para se obter a felicidade

É com um proverbio simples, mas, de grande relevância que se inicia a aproximação da felicidade: Querer é poder, falando de outro modo, toda realização humana começa com um simples querer. Certa vez Jesus perguntou o que queres que te faças, e outra vez uma pessoa lhe afirmou senhor se quiseres pode purificar-me; Jesus disse: quero; fique limpo.


Então é necessário um desejo ardente pela felicidade, ardor esse que vai queimar forçado a pessoa a alcançar a felicidade. Isto é: está disposto a tudo, a qualquer coisa para se apropriar da tão querida felicidade.

Sabe-se que para muitos a vida não é fácil, inúmeras coisas aprisiona os homens, o escravizam lhe causando grande angustia, e só com uma grande força e disposição vindo do fundo de seu ser, do intimo de sua alma e das profundezas de seu intimo, pode motiva-lo a liberta-lo.
Portanto o desejo precisa existir na pessoa, ser alimentado. expandido constantemente, transbordando até ser externado, com ações e atitudes que a concretizem.

Tomada de consciência da felicidade

Essa tomada de consciência requer uma introspecção isto é um olhar para si, para sua vida, para os acontecimentos e as emoções que o acometem, fazendo-se as seguintes perguntas: é boa? É ruim? Causa alegria ou tristeza? O que se deve fazer para melhorar?

Agora com essa analise feita podem-se identificar as causa da felicidade e da infelicidade. Identificados esses problemas parte-se para: analise planejamento e ação para resolvê-los. De todas as criaturas o humano é o mais complexo de todos, e sendo complexa sua felicidade não depende de um único fator, variável ou coisa; e sim um conjunto.

Esse conjunto de coisas pode ser de natureza geral, isto é comum a todos os homens ou uma necessidade especifica; só a própria pessoa precisa.
Logo algumas coisas são evidentes, tais como: o ter algo ou alguém. Quanto ao ter alguém é difícil ou impossível fornecer orientações, no entanto, possuir algo pode ajudar a atrair esse alguém. Certa pessoa falou uma vez que: o rico tem muitos amigos, e sabe-se que de modo geral as pessoas são interesseiras.  

Como multiplicar os bens e as posses?
O homem contemporâneo por mais pobre e insignificante que seja tem algum tipo de bens ou posse de qualquer natureza. O que falta é a capacidade e sabedoria para evitar que esse bem se perca ao mesmo tempo em que o faça multiplica-se.

Nota-se nas primeiras orientações se fez menção da razão quando se falou do querer, então o esforço mental é necessário para direcionar os poucos bens para fins proveitosos. E para ser mais claro: se a pessoa tem vida, vigor, saúde e tempo, deve empreendê-lo com o proposito de multiplicar seus bens.

Não são poucas as pessoas que desperdiçam tais bens tão preciosos, nem se quer param para pensar no que estar fazendo da vida. Trace um objetivo na vida, no tocante a saúde e vigor pratique exercício físico, quanto ao tempo, destine cada parte dele para um proposito dizem que tempo é dinheiro e que a tempo para todo proposito.
Agora se ficou motivado por essas poucas palavras e deseja mais orientações de como conseguir sua felicidade entre em contato com o celular (75) 81578824 ou pelo e-mail: zensportcultlar@hotmail.com ou pelo face book mandando um convite de aceitação de amizade para Zenivaldo Circuncisão Montes.

COISAS QUE PODEM TRAZER A FELICIDADE : são muitas as coisas que podem trazer felicidade para uma pessoa, mas isso depende de sua necessidade, por exemplo; se uma pessoa precisa de emagrecer, a sua felicidade está numa boa dieta e essa dieta constaria em:

 No primeiro dia
5 torradas pela manhã mais suco ou café preto com adoçante.
1 bife com salada de verdura no almoço.
uma vitamina de banana a noite

 No segundo dia
um iogurte natural  e frutas pela manhã
frango com salada de pepino ao meio dia
salada de frutas a noite

No terceiro dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante pela manhã
churrasco ou frango grelhado puro sem acompanhamento ao meio dia
 2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante a noite

No quarto dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante pela manhã
churrasco ou frango grelhado puro sem acompanhamento ao meio dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante a noite

No quinto dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante pela manhã
churrasco ou frango grelhado puro sem acompanhamento ao meio dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante a noite

No sexto dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante pela manhã
churrasco ou frango grelhado puro sem acompanhamento ao meio dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante a noite

No sétimo dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante pela manhã
churrasco ou frango grelhado puro sem acompanhamento ao meio dia
2 fatias de queijo e 2 de presunto com café ou chá com adoçante a noite.
Então com essa dieta a pessoa emagreceria de 2 a 4 quilos no final dos sete dias de dieta, e se continuasse poderia prolongar o emagrecimento e a felicidade. Vê de fato é fácil ser feliz quando se sabe o que quer e como consegui-lo. Agora tão importante quanto obter a felicidade é mantê-la.